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Safra recorde de soja movimenta vendas de maquinários agrícolas

Ivan Maldonado

| Edição de 03 de março de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A safra promissora de soja que está sendo colhida no Vale do Ivaí deve alavancar as vendas de máquinas e implementos agrícolas. Na região de Ivaiporã, onde até agora a colheita alcançou 35% da área plantada de 292 mil hectares, os produtores têm colhido bem acima da média, em torno de 180 a 190 sacas de 60 quilos por alqueire. Em algumas áreas, a produção ultrapassa a marca de 200 sacas por alqueire. De acordo com o Deral, a média histórica da região é 145 sacas. 

Imagem ilustrativa da imagem Safra recorde de soja movimenta vendas de maquinários agrícolas


Com o produtor mais capitalizado, o setor de máquinas e implementos espera retorno e investimento. O gerente de vendas de uma empresa de Ivaiporã, Joaquim Alves Guerra, está otimista. Ele relata que as vendas dobraram em relação ao mesmo período do ano passado. “Neste ano já vendemos quatro colheitadeiras”, afirma.
Ele acredita que as vendas só não são maiores em razão a elevação dos juros para o crédito agrícola que atualmente é de 8,5% a.a.
O vendedor de outra empresa da cidade, Ricardo Lima, diz que o momento é propício para que os produtores façam renovação dos maquinários. “Aumentou bastante a procura, principalmente por maquinários para implantar a agricultura de precisão. Técnica que permite o mapeamento da fertilidade do solo e um plano de ação na propriedade”, relata Lima.
O agricultor Elizeu Semchechem, que junto com os irmãos tocam 780 alqueires, na região de Bem-te-vi, em Arapuã, conta que o grupo já comprou neste ano um trator novo e pretende adquirir uma nova colheitadeira. “Sempre procuramos modernizar os maquinários, mas nesse ano pela boa produção o
ânimo está maior”, comenta Semchechem.

JUROS
Já o agricultor Edilson Colombo, de Jardim Alegre, produtor de soja na região da Barra Preta, mesmo com a boa produção não deve investir na renovação dos maquinários, pelo menos com atual política de juros do setor. “Nessa taxa de juros que está ai, não dá. Um equipamento de R$ 600 mil quando a taxa era em torno de 4,0 nos pagávamos cerca de R$ 24 mil de juros no ano. Hoje, o mesmo valor, o agricultor tem que pagar R$ 50 mil de juros. Prefiro esperar, juntar dinheiro e comprar a vista”, reclama Colombo.