Duas das três cidades da região com mais de 30 mil habitantes registraram diminuição dos empregos formais no mês de setembro, aponta o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os números, divulgados ontem, mostram que a oscilação de Apucarana foi baixa, ficando com queda de um posto de trabalho no mês. Já em Arapongas, a queda foi de 83 postos de trabalho. Só Ivaiporã teve alta, com 27 novos empregos formais no período.
Os números de Apucarana caíram significativamente em relação ao mês anterior. Com a criação de 216 postos de trabalho em agosto, o município havia ficado em terceiro entre os municípios com mais de 30 mil habitantes. Já em setembro, o município registrou 933 admissões e 934 demissões, resultando no saldo de -1. A cidade ficou na posição 34 entre os 60 municípios do levantamento.
Em Arapongas, os números também pioraram. Com 863 admissões contra 946 demissões, o saldo de -83 ficou ainda mais negativo do que o registrado em agosto, quando o corte de empregos ficou em 48 postos de trabalho. O município ficou na 47ª posição entre os com mais de 30 mil habitantes.
Ivaiporã é a única cidade da região com saldo positivo no levantamento. O município criou 27 postos de trabalho em setembro, resultado de 139 admissões e 112 demissões. O resultado colocou a cidade na 27ª posição estadual. O resultado foi melhor do que no mês anterior, quando o saldo de criação de empregos foi de dois postos de trabalho.
PARANÁ
O Paraná registrou um saldo positivo de 413 empregos em setembro, de acordo o Caged. Foi o segundo mês consecutivo de saldo positivo no ano. Em agosto, o Estado já havia registrado uma diferença entre admitidos e demitidos de 533.
O saldo no mês passado foi impulsionado pela geração de vagas do comércio (996), serviços (525), indústria (457) e agropecuária (237). A contribuição negativa ficou por conta da construção civil, que eliminou 1.792 vagas. O Paraná também subiu uma posição no ranking dos Estados em relação a agosto. Passou de décimo para nono Estado com maior saldo de empregos.
Os dados do Caged apontam a continuidade na trajetória de recuo de perda de postos de trabalho com carteira assinada no país. Os dados do mercado formal em setembro demonstram uma perda de 39.282 postos de trabalho, bem menor que o registrado em setembro do ano passado, quando foram perdidos 95.602 empregos formais, mas acima do mês passado, que teve 39 mil postos de trabalho cortados.