Os servidores estaduais de Apucarana e região terão que ir para Londrina para realizarem consultas pelo Sistema de Assistência à Saúde (SAS), espécie de plano de saúde do Governo Estadual. O novo contrato do SAS feito pelo Estado reclassifica Apucarana e faz com que diversos procedimentos, que antes eram feitos pelo Hospital da Providência, agora só sejam ofertados na sede da macrorregião, no caso Londrina.
De acordo com Guilherme Borges, diretor executivo do Hospital da Providência, os procedimentos encerrados em Apucarana são nas áreas de cardiologia, oftalmologia, ortopedia e cirurgia geral. “Pronto-atendimento de 12 horas e internações obstetrícias continuam sendo realizados por nós através do SAS”, afirma ele.
A mudança ocorre por conta de uma nova diretriz do Governo do Estado. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Administração e Previdência (Seap), no SAS, Apucarana é considerada mesorregião, dentro da macrorregião de Londrina. O contrato do Estado para prestar atendimento a toda a região é com a Santa Casa de Londrina. É ela que subcontrata serviços nos municípios estabelecidos como mesorregião, no caso o Hospital da Providência.
De acordo com a assessoria do Hospital Santa Casa de Londrina, o Estado mudou a classificação de Apucarana, que era ‘mesorregião diferenciada’, para ‘mesorregião básica’. Essa mudança entrou em vigor no primeiro dia de 2016, junto com o novo contrato entre governo e hospital, e faz com que menos serviços sejam exigidos em Apucarana.
A medida não agradou servidores. Diretor de comunicação da APP-Sindicato de Apucarana, João Calegari encara a mudança como uma “retirada de direitos”. “Essa é uma tentativa do governo de reduzir custos, fazendo com que as cidades do interior fiquem desassistidas. O deslocamento até Londrina acaba se tornando tão oneroso quanto uma consulta particular, inviabilizando o serviço”, lamenta ele.