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Saúde alerta sobre incapacidade física causada pela hanseníase

Da redação

| Edição de 27 de maio de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Mesmo com os avanços no tratamento e combate à hanseníase no Paraná, o número de casos de incapacidades físicas causadas pela doença tem aumentado, o que indica a ocorrência de diagnósticos tardios. O alerta é da Secretaria de Estado da Saúde.

Em 2017 foram diagnosticados 561 casos novos de hanseníase no Paraná, sendo 38,6% já com incapacidades físicas visíveis, funcionais ou dificuldade na realização das atividades de vida diária. A maior parte foi registrada entre pessoas em idade produtiva.
Como explica a superintendente de Vigilância em Saúde, Júlia Cordelinni, o Paraná tem apresentado queda em torno de 20% no número de casos de hanseníase, quando o esperado seria uma queda anual de cerca de 5%. O dado indica subdiagnóstico, ou seja, que há situações em que a doença existe, mas não é identificada ou o é tardiamente.
“A hanseníase é uma doença silenciosa, oculta em sua fase inicial, podendo passar despercebida por muitos anos. Para que a detecção precoce dos casos aconteça, é fundamental que as unidades básicas de saúde mantenham portas abertas, com profissionais acolhedores e conscientes”, explica Júlia.
O encaminhamento para diagnóstico com especialistas é a principal forma de detecção da doença no Estado, mas é a mais demorada. O ideal, como ressalta Jaqueline Finau, da Coordenação Estadual do Programa de Controle da Hanseníase, é que o diagnóstico da hanseníase seja feito já nas unidades de saúde. “As pessoas precisam procurar o serviço de saúde assim que percebam algum sinal de alerta na pele ou no corpo, antes de haver o comprometimento dos nervos ou dos membros”, diz.
O Paraná incluiu no calendário oficial do Estado o dia 26 de maio como Dia Estadual para Conscientização, Mobilização e Combate à Hanseníase. Em 2018, a ideia é que os municípios paranaenses identifiquem quem teve contato com pessoas diagnosticadas com hanseníase nos últimos cinco anos.
Em 2017, 2,9% dos novos casos de hanseníase foram detectados a partir do exame de contatos. Desses casos, nenhum apresentava incapacidade física.