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Saúde faz alerta sobre leishmaniose

Da redação

| Edição de 24 de outubro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Orientar e alertar veterinários sobre a nova fase da leishmaniose visceral no Paraná, atualmente com índice de endemia em Foz do Iguaçu, e em estados como São Paulo e Mato Grosso. Este foi o foco da palestra proferida anteontem à noite pelo médico veterinário pós-doutor em saúde pública, Italmar Teodorico Navarro, no salão nobre prefeitura de Apucarana. Apesar de nenhum caso ter sido registrado na região Norte, um óbito já foi confirmado neste ano.

Imagem ilustrativa da imagem Saúde faz alerta sobre leishmaniose


O evento, realizado em parceria pela prefeitura de Apucarana e Universidade Estadual de Londrina, também teve como palestrante a médica veterinária especialista e mestre em saúde pública com ênfase em leishmanioses, Eloiza Teles Caldart. De acordo com Italmar Navarro, a leishmaniose visceral é transmitida pelo mosquito palha que utiliza o cão como reservatório. “É uma doença que chega primeiro nas cidades através dos cães. Se alguém traz para Apucarana um cão da região onde tem leishmaniose esse animal introduz a doença aqui. Quando o mosquito pica o cachorro e depois pica o ser humano ele transmite a leishmaniose visceral”, explica Navarro. 
Pós-doutor em saúde pública, Navarro destaca que leishmaniose visceral é uma doença grave, crônica, que pode demorar meses para aparecer os sintomas e prejudica o fígado, o baço, a medula óssea e, se não tiver um cuidado médico especial, pode causar a morte, principalmente de crianças e idosos.
“Estou percorrendo o norte do Paraná com palestras para reforçar a importância da identificação imediata de algum caso para assim fazer o controle da doença. Nossa preocupação neste encontro com os veterinários é alertá-los para que fiquem atentos com os cães da cidade, se os de rua, do canil ou de residências para evitar que a leishmaniose visceral dissemine”, enfatiza Navarro.
Navarro detalha que o mosquito palha é parecido com o pernilongo, muito pequeno, aparece no fim da tarde e começo da noite, e cresce em material orgânico
A Superintendente da Vigilância Sanitária da Autarquia Municipal de Saúde, Thaísa de Oliveira Soethe, reforça a gravidade da leishmaniose visceral que é de notificação obrigatória. “Ainda não temos casos confirmados em humanos na região norte do Paraná, porém Foz do Iguaçu teve casos confirmados e até mesmo óbito. Por isso, consideramos extremamente importante alertar os profissionais da área para que tenham um olhar mais atento em relação aos sintomas nos cães. Se conseguirmos controlar a doença nos cães, vamos evitar que ela chegue aos humanos”, declara.