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Saúde fecha o cerco ao mosquito Aedes aegypti

Cindy Annielli

| Edição de 09 de dezembro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A 16ª Regional de Saúde de Apucarana declarou guerra contra o Aedes Aegypti. Velho conhecido da população, o mosquito vetor da dengue, febre amarela e febre chikungunya, também transmite o zika vírus, apontado como o causador do surto de casos de microcefalia no Nordeste. O alerta chega junto com o aumento da presença do inseto. Dos 17 municípios da região, cinco estão com índices acima de 3,9%, com alto risco de surto. Ontem, a Secretaria de Estado de Saúde confirmou o primeiro caso autóctone de febre chikungunya, em um morador de Mandaguari, o que reforça o alerta.

Imagem ilustrativa da imagem Saúde fecha o cerco ao mosquito Aedes aegypti

Levantamento de Índice Rápido do Aedes (Lira) referente ao 6º ciclo de 2015 aponta risco de infestação do mosquito, com vários redutos de larvas, em cinco municípios da região: Borrazópolis (5.82%), Califórnia (4.45%), Grandes Rios (9.04%), Kaloré (7.23%) e Rio Bom (5.22%). As maiores cidades da região, Apucarana (1.7%) e Arapongas (1.3%), apresentaram índices menores do que os demais municípios, mas ainda assim são números preocupantes, uma vez que a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que o índice de infestação não seja superior a 1%.

De acordo com a chefe da 16ª RS, Clara Ilza Lemes de Oliveira, de janeiro até o início de dezembro 1.981 casos de dengue foram confirmados na área da regional que compreende 17 municípios, sendo 1.723 autóctones e 258 importados. Apenas uma morte em decorrência da doença foi registrada. No novo período epidemiológico - iniciado em agosto deste ano, com término em agosto de 2016 - foram registrados 12 casos até o momento.

“É preciso mais do que nunca acabar com o mosquito, eliminando criadouros. Também peço apoio dos prefeitos e secretários para que que as equipes de agentes que atuam no combate não saiam de férias e continuem trabalhando para impedir a proliferação”, reforça.

O supervisor de endemias da 16ª RS, Valdecir Castanho, ressalta a importância da colaboração da população neste período considerado crítico por conta do excesso de chuva e de calor que aceleram o ciclo de reprodução do mosquito.

“Os órgãos públicos estão fazendo sua parte, mas todos precisam ajudar no combate aos focos do mosquito. Como já tivemos epidemia na região e com a chegada do zika vírus a tendência é piorar”, alerta.

CHIKUNGUNYA

Desde o início do ano, apenas dois pacientes tiveram diagnóstico comprovado de zika, mas os casos são importados quando a infecção ocorre em outro estado. Quanto à febre chikungunya, a Secretaria Estadual da Saúde confirmou ontem a ocorrência do primeiro caso autóctone da doença no Paraná. O paciente, morador de Mandaguari, e se infectou no Paraná.Desde o ano passado, 18 casos importados de chikungunya já haviam sido confirmados no Estado.

Apucarana realiza ação de conscientização hoje

Hoje a o Paraná promove mobilização contra o mosquito e a 16ª acompanha ações em toda a região. Em Apucarana, Vigilância Sanitária juntamente com Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Exército promovem evento na Praça Rui Barbosa, a partir das 9 h30 com panfletagem.

“Tenho percebido que a população está colaborando mais porque hoje o Aedes é transmissor da dengue, chikungunya e zika, que está em evidência. Tenho notado que em termos de denúncias de possíveis focos de mosquito a população está bem mais engajada. Mas, em função do novo vírus que está causando mais apreensão estamos reforçando as ações”, frisa o superintendente de Vigilância Sanitária,Aguinaldo Aparecido Ribeiro.

O último Lira de Apucarana acusou índice de 1.7% de infestação e os bairros onde foram localizados vários focos foram: Cristo Rei, Jardim São Pedro e Vila Formosa. Seis pessoas foram diagnosticadas com dengue, desde o início do novo ciclo epidemiológico, sendo três autóctones e 3 importados.

“Quero que a população saiba da importância de todos se empenharem no combate do mosquito. Só a equipe da saúde não dá conta. A população tem que colaborar”, conclui.