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Sem chuva há 20 dias, região enfrenta alto risco de incêndios ambientais

Fernando Klein

| Edição de 07 de julho de 2022 | Atualizado em 07 de julho de 2022
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Sem chuva desde o dia 17 de junho, Apucarana passa por um período de seca que aumenta o risco de queimadas e agrava os problemas respiratórios e da população. Na região de cobertura do 11º Grupamento de Bombeiros (GB), que atende 22 municípios, foram registrados 94 incêndios florestais desde o começo do ano e a tendência é que os números aumentem. 

Conforme a tenente Ana Paula Inácio de Oliveira Zanlorenzi, do Corpo de Bombeiros de Apucarana a corporação atende, em média, uma ocorrência de incêndio ambiental por dia.

Conforme a tenente, a principal causa dos incêndios florestais é humana. “São aquelas pessoas que pretendem fazer a limpeza do terreno ou pessoas que acabam jogando um bituca de cigarro, e esse fogo pode se propagar. Mas basicamente o fator humano é o principal motivo”, comenta.

Além disso, Ana Paula cita a questão da saúde da população e também da segurança da população. “Nessa onda da covid, as queimadas podem agravar os problemas respiratórios. A fumaça ainda pode prejudicar a visão do motorista e causar acidentes. Por isso, denuncie, entre em contato com a secretaria do ambiente”, acrescenta Ana Paula, que diz que causar incêndios florestais pode causar multas e notificações. 

De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), nos últimos dias o tempo seco predomina em regiões do todo Paraná.

“Temos situação de bloqueios atmosféricos que impedem a progressão de frente fria ao sul do país. Sistemas frontais chegam até o Rio Grande do Sul, mas não conseguem evoluir em direção à Santa Catarina e Paraná”, explica o meteorologista Lizandro Jacóbsen. 

Por isso, ainda conforme o profissional, o tempo mais seco e as temperaturas mais elevadas predominam nesta época do ano. “O conhecido ‘veranico’ se estende pelo menos até o início da semana que vem, pois há previsão de pouca chuva para o dia 12 de julho nas regiões paranaenses”, acrescenta. (FERNANDA NEME)