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Sertanejo Chico Rey morre durante férias em Alagoas

Da Redação

| Edição de 27 de fevereiro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Morreu no início da tarde de ontem, aos 63 anos, o cantor sertanejo Chico Rey, da dupla com Paraná. Ele estava em Maceió, onde passava férias com a família. Nascido em Arapongas, Francisco Aparecido de Jesus Gomes foi criado em Ivaiporã, onde sua morte causou grande repercussão.

Imagem ilustrativa da imagem Sertanejo Chico Rey morre durante férias em Alagoas

Chico Rey tinha problemas renais e passava por uma sessão de hemodiálise em um hospital particular da capital de Alagoas e morreu durante o procedimento após uma parada cardíaca.

O cantor, que formava dupla com o irmão José Cláudio Gomes, o Paraná, iniciou carreira na década de 70. Entre os sucessos da dupla estão "Tranque a Porta e me Beija", "Encanto e Magia", "Tá com Raiva de Mim" e "Canarinho Prisioneiro".

O apresentador Plínio Bassi, o Matãozinho, de Apucarana, lamentou a morte de Chico Rey e relembrou momentos da trajetória do cantor. "Quando ele ainda era cantor amador, trabalhava como cobrador de ônibus na região de Ivaiporã. O Chico era uma pessoa humilde, que nunca se esqueceu da nossa região, além de tudo era um grande amigo e companheiro. Vai fazer muita falta para a música sertaneja".

Matãozinho conta que Chico Rey marcou presença inúmeras vezes em seus programas televisivos, cantando grandes sucessos ao lado de seu irmão Paraná. "Foi uma dupla importante, que manteve o sucesso a vida inteira, sempre solicitada em todo Brasil. Fizeram canções como 'Canarinho Prisioneiro', sucesso em todo o País", conta.

Em Ivaiporã, o cantor, que nas últimas décadas residia em Brasília,também é lembrado pela humildade. Adão Casagrande, diretor da rádio comunitária de Ivaiporã, era amigo do cantor desde a infância. “Fomos criados juntos aqui no Alto Porã e desde criança sempre se mostrou muito talentoso”, relembra.

Segundo Casagrande, em abril, Chico Rey já tinha agendado uma visita na cidade para rever os amigos, algo que o cantor fazia com frequência. “Era uma pessoa que não esquecia as raízes e não deixou o sucesso subir à cabeça. Desde que iniciou a carreira na década de 70, sempre visitou os amigos. É com certeza, uma perda irreparável para a música sertaneja e para Ivaiporã”, comenta Casagrande.

A morte do cantor também repercutiu no meio sertanejo. Vários cantores se manifestaram nas redes sociais. O cantor Daniel foi um dos que lamentaram a morte do artista. “Vai fazer muita falta, foi uma notícia inesperada para mim e para todos os seus fãs. Tivemos mais uma perda irreparável para nossa música sertaneja, para abandeira que levantamos”, lamenta o cantor Daniel na internet. (Com reportagem Cindy Annielli e Ivan Maldonado)