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Setor de alimentação ganha força em Apucarana

Renan Vallim

| Edição de 16 de dezembro de 2017 | Atualizado em 16 de dezembro de 2017

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A alimentação tem se mostrado um setor em alta em Apucarana, mesmo com a crise pela qual a economia nacional passa atualmente. Bares, restaurantes, lanchonetes, lojas de conveniência e demais estabelecimentos têm aumentado na cidade. Uma característica comum observada na maioria dos estabelecimentos é a adaptação para atingir cada vez mais público.

Imagem ilustrativa da imagem Setor de alimentação ganha força em Apucarana


De acordo com o setor de Tributação da Prefeitura de Apucarana, foram cedidos 38 alvarás para a abertura de bares, restaurantes e lanchonetes em Apucarana ao longo deste ano. O maior volume é de lanchonetes, com a abertura de 19 estabelecimentos em 2017, um aumento de 58,3% em relação ao ano passado. Segundo informações da Vigilância Sanitária, entre restaurantes, bares e lanchonetes, a cidade tem pouco mais de 500 estabelecimentos em funcionamento na cidade.
Um dos novos estabelecimentos abertos neste ano é o bar e restaurante de Everton Choma, em operação há cerca de um mês. Ele já possuía, há três anos, uma cervejaria artesanal e vê a abertura do novo estabelecimento como uma evolução do negócio. “Sempre tive esse objetivo de abrir um bar da fábrica. Esta é uma tendência entre as cervejarias artesanais. Por isso, aumentamos a capacidade de produção e colocamos em prática um planejamento que já existia há algum tempo”, conta ele.
Porém, ele acredita que o maior desafio vem agora. “Abrir um negócio é complicado, mas mais difícil ainda é manter um fluxo de consumidores. Muitos vêm nos primeiros meses para conhecer o local, por isso o movimento no começo é bom. O segredo é manter esse movimento. Por isso, estamos buscando variedade, com vários tipos de cerveja para que sempre haja alguma novidade para quem volta ao bar. Essa adaptação do negócio ao público é fundamental”, diz.
Outro empresário que buscou adequar o estabelecimento ao consumidor foi André Prestes. Antes proprietário de um restaurante noturno em Apucarana, ele percebeu, há cerca de seis meses, a demanda por comida diurna e local para eventos. “Abrimos um restaurante novo, com um perfil bem diferente. Agora, servimos almoço e alugamos o espaço para festas, como aniversários e casamentos”, conta ele.
André afirma que a mudança foi estratégica. “A receptividade foi fantástica e o restaurante está se mantendo muito bem. A cada dia, vemos uma melhora no movimento como não víamos com o restaurante antigo”, conta.

CRISE
A crise acaba forçando alguns empresários a se reinventarem. Foi o caso de Valdinei Moser, dono de um mercado há oito anos e meio. “Os negócios começaram a ficar ruins e eu acabei tendo que buscar uma alternativa para alavancar as vendas. Há três meses, tive a ideia de começar a vender espetinhos e deu certo. Hoje, meu faturamento cresceu 20%. Contratei dois novos funcionários e planejo, em 2018, dobrar o meu espaço físico para atender a demanda, alugando a sala comercial ao lado”, conta.
Segundo ele, o ramo de alimentação é diferente de outros setores. “Mesmo em crise, as pessoas dão um jeitinho de sair para comer fora. É um setor que as pessoas têm mais resistência em cortar. Elas podem esperar um pouco para comprar uma calça, por exemplo, mas não deixam de sair. Para o empresário do ramo, é algo que dá trabalho. No entanto, tem dado retorno também”, diz.

Lojas de conveniência viram febre na cidade
Mesmo sem dados oficiais da Prefeitura de Apucarana, é notável o crescimento de lojas de conveniência na cidade. Com foco em bebidas alcoólicas e produtos de tabacaria, estes estabelecimentos se concentram no público jovem e em quem quer gastar pouco. Pelo menos 26 lojas de conveniência estão registradas junto a Vigilância Sanitária.
A maioria deles não oferece espaço para o consumo dos produtos no local, o que diminui custos de alguns produtos. 
Emerson Vieira é proprietário de um desses estabelecimentos. “Tínhamos uma lanchonete, mas a crise fez com que os consumidores sumissem. Então, fizemos uma pesquisa de mercado e descobrimos essa área. Tivemos que nos adaptar”, diz.
Segundo ele, agora no final do ano o movimento tende a ser ainda maior. “As pessoas podem achar que é fácil ter um estabelecimento, mas não é. Abrir pode ser fácil, mas manter é muito complicado. Por sorte, estamos vendo que as pessoas estão saindo mais de casa. Os negócios estão melhorando”, afirma Emerson.