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Sindicato da saúde faz ato público após demissões no Honpar

Silvia Vilarinho

| Edição de 18 de agosto de 2022 | Atualizado em 18 de agosto de 2022
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O Sindicato dos Empregados dos Estabelecimentos de Saúde de Apucarana e Região (SEESSA) realizou ontem um ato de repúdio em frente ao Hospital Norte Paranaense (Honpar), em Arapongas, em solidariedade aos profissionais de enfermagem que foram demitidos. Noventa funcionários da área foram desligados, segundo o sindicato. 

A demissão coletiva foi motivada pela lei do piso salarial da categoria, que entrou em vigor na última semana. Sancionada no dia 4 de agosto, a lei federal garante a remuneração mínima para enfermeiros fixada em R$ 4.750. O piso tem efeito cascata em outras funções, como ténicos em enfermagem, que recebem 70% desse valor (R$ 3.325) e auxiliares, que recebem 50% (R$ 2.375).

“É um ato de repúdio. Foi aprovado um piso, piso tão esperado pela categoria, uma luta de 25 anos e, quando essa categoria consegue, vêm as demissões. São 90 enfermeiros, o grau de responsabilidade de um enfermeiro é muito grande. A categoria trabalhou e muito na pandemia, não mediu esforços para atender todos que precisavam. Uma categoria que não esmoreceu, se manteve firme durante os dois anos de pandemia e quando vê seu salário aumentar já tem a demissão nas costas. Muito triste isso”, disse Marli de Castro, presidente do sindicato. 

De acordo com a sindicalista, até o momento, o hospital não falou sobre o assunto. 

“Na semana passada protocolamos um pedido de negociação, mas até o presente momento o Honpar não ofereceu nenhuma negociação, está com as portas fechadas. O sindicato vai continuar tentando um diálogo com o sindicato patronal, vamos tentar reverter essa situação”, explica

Em nota, a direção do Hospital Norte Paranaense (Honpar) de Arapongas confirmou que está promovendo uma readequação no seu quadro funcional para atender ao novo piso do setor de enfermagem. A direção do hospital afirma, entretanto, que as demissões são do quadro geral e não apenas do setor de enfermagem e que as medidas são tomadas para não causar eventuais prejuízos aos serviços prestados à população. 

O hospital não se manifestou sobre o ato de repúdio realizado ontem. (SILVIA VILARINHO)