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Soldado do Exército foi assassinado por engano por traficantes de Arapongas

Vanuza Borges

| Edição de 09 de julho de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A quinze dias de concluir o curso de formação para cabo no 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado (BIMec), o soldado Gregori Ferreira Rodrigues, 20 anos, foi assassinado por engano no início da noite de anteontem em Arapongas. O colega, também militar, Lucas Gabriel da Silva, 19, chegou a ser atingido por disparos de arma de fogo, mas conseguiu fugir e encontra-se hospitalizado, sem risco de morte, no Hospital João de Freitas. A principal linha de investigação da Polícia Civil é que o rapaz foi confundido com um traficante e executado no fogo cruzado entre quadrilhas.

Imagem ilustrativa da imagem Soldado do Exército foi assassinado por engano por traficantes de Arapongas

Segundo o delegado-chefe da 22º Subdivisão Policial (SDP), de Arapongas, Osnildo Carneiro Lemos, provavelmente, os criminosos confundiram o militar com um desafeto do tráfico, que mora na mesma região e disputa o território para vendas de drogas. Outra linha de investigação é que os assassinos tinham a ordem de executar os autores de atirar diversas vezes na casa dos avós de um traficante, conhecido como “Cabeção”, que está preso na Penitenciária Estadual de Londrina II.

Segundo informações que constam no boletim de ocorrências da Polícia Militar (PM), os criminosos que alvejaram a casa dos avós de “Cabeção” estavam em uma moto Titan, de cor vermelha.

O militar assassinado conduzia uma Honda Titan vermelha e estava com um colega na garupa. Os tiros à casa foram disparados por volta das 18h10. A situação foi registrada na Rua Tanatau, no Conjunto Palmares. Já a ocorrência com os militares foi registrada às 18h35, na Rua Olho de Fogo Selado, no Conjunto Alto da Boa Vista, vizinho ao Palmares.

O delegado não descarta que a morte do soldado seja uma retaliação ao atentado na Rua Tanatau. Uma equipe da Polícia Civil foi até o local na tarde ontem para ouvir vizinhos e os moradores da residência. No registro da PM, testemunhas relataram que os autores dos disparos seriam um morador do local chamado de Igor e o popular “Gordinho”. “Já colhemos declaração do jovem, que está internado, e assim que receber alta médica vamos ouvi-lo. Também já ouvimos os pais do Gregori e testemunhas. Todas as informações colhidas até o momento indicam que ele foi assassinado por engano, por traficantes que disputam o território para o tráfico de drogas”, acredita.

Segundo o delegado, a investigação é direcionada para identificar o verdadeiro alvo do criminoso e, assim, encontrar o autor do crime. “Uma testemunha disse que ouviu de um dos atiradores: vamos embora, que não é o cara. Isso reforça a linha de investigação. O jovem era de boa família, não tinha envolvimento com o crime e era empenhado na carreira”, diz.

VEÍCULO ABANDONADO

O veículo usado pelos criminosos que atiraram nos militares, um GM/Monza, foi encontrado no Conjunto Águias, às 21h30, e havia alerta de furto e, no interior, cápsulas de munição 9mm. Até o final da tarde de ontem, ninguém havia sido preso pelo crime.

Ficha impecável, diz Exército

Em nota, o 30º Batalhão de Infantaria Mecanizada (BIMec) disse que está prestando todo o apoio necessário às famílias dos soldados, porém a investigação ficará com a Polícia Civil, porque o crime ocorreu fora da instituição militar e depois do expediente de serviço dos militares.

“É uma grande tragédia. O soldado tinha uma conduta impecável, mas, infelizmente, foi covardemente assassinado. Isso entristece muito a todos. Estamos dando todo o apoio possível à família dos dois rapazes. Acredito na competência dos órgãos públicos de segurança e espero ver os responsáveis por esse ato presos”, disse o comandante o 30º BIMec, tenente-coronel Ricardo Tadeu Fiamoncini.