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Técnicos discutem rota de circulação do vírus da febre amarela

Da Redação

| Edição de 26 de abril de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Conhecer e antecipar a rota de circulação do vírus da febre amarela e, com essa informação, adotar medidas preventivas de combate à doença nos estados da região Sul foi o objetivo da reunião, realizada em Curitiba, de técnicos do grupo de arboviroses do Ministério da Saúde, da Superintendência de Controle de Endemias de São Paulo (Sucen), das Secretarias da Saúde do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O encontro para planejamento de medidas de prevenção e combate à doença começou segunda-feira e foi concluído ontem. “Estamos estudando a possibilidade de incorporar, em todas as secretarias, uma plataforma online para captação de informações sobre a presença do mosquito transmissor e sobre a morte de macacos infectados pelo vírus”, explicou o consultor do grupo técnico de vigilância das arboviroses do Ministério da Saúde, Alessandro Martins Romano. 
O trabalho poderá servir de piloto para o País, disse a coordenadora da plataforma de Biodiversidade da Fiocruz, Márcia Chame. Ela afirmou que a Secretaria da Saúde do Paraná, por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) já faz um trabalho considerado modelo em georreferenciamento e, com esta plataforma de dados, será possível aumentar a capacidade de previsão.
“O Paraná se antecipou em uma série de ações e queremos ampliar as medidas preventivas com apoio dos gestores municipais, orientando e vacinando os moradores”, disse Paula Linder, médica veterinária do Cievs. 
O secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto, também enfatiza que o trabalho de parceria é fundamental para o enfrentamento da doença. Ele destaca a importância de a população procurar as unidades de saúde para tomar a vacina contra a doença. “A vacina contra a febre amarela continua disponível em todo o Paraná. É essencial que todos busquem essa forma segura de proteção”.O Paraná registra 15 casos da doença confirmados, incluindo 1 morte. Além disso, 85 ocorrências seguem em investigação. (EDITORIA DE CIDADES)