Ficar em casa, de acordo com as regras impostas pela saúde durante a pandemia do novo coronavírus, é o mais eficaz a fazer. Porém, mesmo em isolamento social, pode acontecer a disseminação do vírus, ainda mais com um doente convivendo no mesmo ambiente. Essa questão da transmissão no núcleo familiar é um dos fatores que preocupa a saúde, inclusive de Apucarana e Arapongas.
Em Apucarana, conforme a Autarquia Municipal de Saúde (AMS), são 13 famílias, num total de 37 pessoas testadas positivo neste tipo de transmissão. Em Arapongas, de acordo com dados da Secretaria de Saúde, foram identificadas ao todo oito famílias com mais de um membro contaminado. Na família com maior registro transmissão, foram 9 pessoas contaminadas. Em outra família foram oito membros diagnosticados com Covid-19 que se infectaram após um encontro para comemorar o Dia das Mães.
Para o chefe da 16ª Regional de Saúde (RS), Altimar Carletto, de Apucarana, o isolamento do membro da família é imprescindível para que não haja a contaminação de todos que convivem com a pessoa infectada. “Se as pessoas têm que ficar na mesma casa, procurem isolar o doente em um quarto e se não tiver mais de um banheiro, higienize toda vez que for usado. Além disso, entregue as refeições na porta do quarto, use máscara se precisar conversar, higienize os objetos utilizados pela pessoa e evite contato, e não compartilhe nada. O isolamento é o ideal”, explica.
Caso a residência não tenha cômodos suficientes para os moradores, o médico diz que é preciso manter o paciente de máscara por tempo integral, além de higienizar os locais com álcool, sabão, água sanitária, com frequência. “Tenha o menor contato possível com as outras pessoas que estão na mesma casa e não compartilhe objetos”, ressalta.
Em Arapongas, o secretário de Saúde, Moacir Paludetto Junior, diz que o número preocupa. “É complicado porque têm pessoas que vivem em uma casa com menos cômodos e não têm como se isolar totalmente. Nesses casos, é preciso fazer a desinfecção do local com frequência”, reforça.
Além disso, mesmo que não haja nenhum casos confirmado, o secretário alerta para que os familiares evitem contato físico, como abraços e beijos. “Mesmo que esteja em um momento familiar com poucas pessoas é preciso tomar cuidados e sempre higienizar as mãos e evitar contato físico”, acrescenta, lembrando que aglomerações, inclusive familiares, devem ser evitadas.
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