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Trecho de Arapongas concentra mortes na PR-444

Cindy annielli

| Edição de 25 de agosto de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Quatro pessoas morreram, incluindo três da mesma família, em mais um acidente registrado na PR-444. A colisão frontal aconteceu no final da noite de sábado envolvendo um Gol com placas de Londrina e um Fiat Prêmio de Arapongas no km 6 da rodovia. Com quase 40 km de extensão e totalmente duplicada, a rodovia fez pelo menos 13 vítimas fatais neste ano, 8 (61%) nos primeiros 5 km, que passam pela área urbana de Arapongas.

Na colisão do sábado, três das vítimas fatais – pai, mãe e filho - seguiam no Gol: Sebastião Mariano Obici, de 68 anos; sua esposa, Sueli Martins Obici, 63; e seu filho, Sebastião Mariano Obici Filho, 40. O motorista do Fiat Prêmio, Wesley Renato Rodrigues, 27 anos, também morreu na hora acidente.
Outras duas pessoas que ocupavam o Gol tiveram lesões graves, foram socorridas e encaminhadas ao Hospital Regional João de Freitas, em Arapongas. Com a violência do impacto, o Fiat Prêmio se partiu ao meio.
A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) alegou não ter informações sobre as circunstancias que ocasionaram o acidente. “A causa será investigada pela Polícia Civil”, informa Jaqueline Soares, do setor de comunicação social da PRE.
No entanto, existe uma suspeita de que o motorista do Fiat teria invadido a pista contrária e batido de frente com o Gol. A tragédia é semelhante a outra registrada há pouco mais de dois meses, quando três pessoas – incluindo mãe e filho de 5 anos – morreram em uma colisão frontal no KM 3 da rodovia.
Para especialistas de trânsito, o abuso de velocidade dos motoristas, aliado aos riscos de inerentes do trânsito de uma rodovia em área urbana e a falta de dispositivos de segurança – a rodovia não tem barreiras de concreto separando as pistas e não há redutores de velocidade – são as principais causas dos acidentes.
O diretor de trânsito de Arapongas, José Fernandes da Paz Neto, destaca a preocupação em relação a violência dos acidentes registrados. “Percebo que os acidentes que acontecem no trecho são graves com vítimas fatais porque a pista favorece que os motoristas trafeguem acima da velocidade permitida”, observa.
Ele observa as condições que favorecem o tráfego de veículos em alta velocidade. “Por ser uma rodovia duplicada e sinalizada, os motoristas sentem-se a vontade para trafegar em alta velocidade”, observa.
O diretor de trânsito acredita ser necessária a implantação de radares para controlar a velocidade dos veículos que passam no trecho.
“No meu entendimento deveria ter dispositivos eletrônicos funcionando 24 horas com objetivo de reduzir a velocidade dos veículos. Tenho consciência que é impossível eliminar completamente o fato acidente, no entanto, se acontecer, a gravidade será bem menor”, assimila.
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) de Arapongas, Osvaldo Damião Veiga Filho, reclama da morosidade para resolução dos problemas. “O Conseg já se posicionou outras vezes falando da necessidade de colocar uma barreira entre as pistas, mas a Viapar só promete fazer as obras e elas nunca iniciam, enquanto isso novos acidentes acontecem”, comenta o presidente.
OBRAS
A Viapar, concessionária responsável pelo trecho, anunciou em junho, que projeta um pacote de obras para a rodovia com início no ano que vem. As intervenções preveem correção de geometria, alargamento dos acostamentos e das pontes, a construção de barreiras de concreto no eixo da rodovia e mais sinalização. (Colaborou Adriana Savicki)