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Um ano depois dos fuzis, ataques a bancos recuam 55% na região

Ivan Maldonado

| Edição de 21 de maio de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A iniciativa da comunidade de bancar reforço no armamento da 6ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) de Ivaiporã completou um ano. Segundo avaliação da corporação, a aquisição dos cinco fuzis doados por Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) da região, ajudaram a reduzir em mais da metade a incidência de assaltos e furtos a bancos e caixas eletrônicos. 

Imagem ilustrativa da imagem Um ano depois dos fuzis, ataques  a bancos recuam 55% na região

O levantamento mostra que nos 12 meses anteriores à doação das armas foram registradas 9 ocorrências na região. Após a aquisição dos fuzis, a PM registrou 4 situações, uma queda de 55%. Os cinco fuzis foram doados pelo Conseg de Ivaiporã, Lidianópolis, Faxinal e Borrazópolis em maio do ano passado. Posteriormente o Governo do Estado se mobilizou e enviou mais oito fuzis para a 6ª CIPM.
O comandante da 6ª CIPM, major Laércio Sagati diz que o novo armamento foi fundamental para reforçar a segurança na região.
“Hoje nós temos fuzis distribuídos em praticamente todas as cidades da área. Além disso, nós temos a Patrulha Rural, Rotam e o pessoal do Serviço Reservado armados com fuzis. Isso reflete de forma preventiva, e tem feito com que caía o número de ocorrências, principalmente, no que se refere a assalto a bancos”, assinala Sagati.
O presidente do Conseg de Ivaiporã, Jair Antônio Burato comemora. “Na época, a população sentiu que faltava equipamento compatível para contrapor o poder de fogo das quadrilhas que agiam na região e não podíamos mais esperar a mobilização do Estado. Nós fizemos o que era necessário naquele momento e os resultados estão aí”, relata Burato.
PLANEJAMENTO
Além do reforço de fuzis, a 6ª CIPM também faz planejamento estratégico e mapeamento de todas as rotas de fugas na região. Segundo o capitão Élio Boing trata-se de um planejamento de aplicação de todos os meios. Sejam fuzis, o quadro de policiais, o apoio da população e apoio aéreo.
“Toda a área está sendo mapeada, rotas e possíveis locais de fuga, para que possamos coordenar os esforços, nos antecipar e fechar o cerco”, enfatiza Boing.
Segundo major Sagati, o trabalho está avançado e o mapeamento das principais rotas de fuga devem ser concluído nos próximos meses. “O planejamento e a nossa organização faz com que seja dificultado mais ainda, a ação dessas quadrilhas na nossa região”, completa Sagati.