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Uma semana após anúncio, preço da gasolina não cai em Apucarana

Renan Vallim

| Edição de 22 de outubro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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ma semana após o anúncio da Petrobras de que a gasolina e o diesel ficariam mais baratos, o consumidor ainda não viu nenhuma alteração nas bombas. Nem mesmo os postos de combustíveis sabem quando a alteração nos preços deve acontecer. Os motoristas, que já não se mostravam muito animados com os prometidos cinco centavos de redução por litro, estão desconfiados sobre a chegada efetiva da redução aos consumidores.

Imagem ilustrativa da imagem Uma semana após anúncio, preço da gasolina não cai em Apucarana

Segundo estimativa divulgada pela Petrobras na semana passada, se a redução aplicada na refinaria (de 2,7% no diesel e de 3,2% na gasolina) for integralmente repassada ao consumidor final, o diesel pode cair 1,8%, ou R$ 0,05 por litro, e a gasolina pode cair 1,4%, também R$ 0,05 por litro.

“É difícil acreditar em alguma coisa. O reajuste já não era assim tão grande, o impacto não seria muito significativo, mas já seria melhor do que nada. Agora, nem sabemos se ele vai mesmo chegar nos postos”, afirma Jonatan Balaqui, mecânico.

O motorista Aurélio Ramos também se mostra receoso. “O consumidor sempre é quem ‘paga o pato’. Nós já pagamos um combustível extremamente caro e não temos nenhuma perspectiva de pagar menos. Acho que deveriam olhar mais para o povo”.

Gerente de um posto em Apucarana, Orestes Bobeki explica que os próprios estabelecimentos estão em situação complicada. “As pessoas perguntam, querem saber quando vai abaixar o preço, por que ainda não caiu. A gente tenta explicar, mas é complicado”, afirma.

A explicação é de que as distribuidoras ainda não repassaram o reajuste aos postos. Sendo assim, não há como o preço nas bombas cair. “Ainda acreditamos no repasse, mas precisamos ter paciência. Também estamos na expectativa, assim como os motoristas”, diz ele.

O gerente de outro posto da cidade, Anderson de Oliveira, diz que o repasse deverá acontecer em breve. “A gente está esperando. Também não temos muitas informações, porque as distribuidoras não passam muita coisa para nós. Acreditamos no repasse mas, em se tratando de Brasil, podemos esperar qualquer coisa”, afirma.

REVISÃO

Segundo a Petrobras, as revisões de preços passarão a ser mensais. A última mudança nos preços dos combustíveis foi há mais de um ano, em setembro de 2015, quando a gasolina ficou 6% mais cara nas refinarias. A estatal informou que a medida faz parte de uma nova política de preços, que leva em conta o preço do petróleo no mercado internacional e uma margem para lucro e impostos.