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UTI do Honpar mantém 100% de ocupação

DA REDAÇÃO

| Edição de 04 de março de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A UTI exclusiva de covid do Honpar, em Arapongas, encerrou o segundo dia consecutivo com 100% de ocupação de seus 50 leitos. Na enfermaria, a ocupação atingiu 85% com 34 pacientes internados para 40 leitos disponíveis. Nos demais hospitais da região, os números não são muito diferentes. Das 94 vagas distribuídas em 3 hospitais, 88 estavam ocupadas, 89%.
Outro hospital de referência na área da 16ª Regional de Saúde (RS), o Hospital da Providência de Apucarana mantinha 90% dos leitos de UTI ocupados ontem, com 18 pacientes internados para 20 leitos. Na enfermaria, a ocupação de leitos está em 92,5%, com 37 pacientes internados para 40 leitos.
A maior ocupação entretanto, foi registrada na enfermaria pediátrica do Hospital Materno Infantil de Apucarana, que tinha ontem 6 crianças internadas para 5 leitos. Uma taxa de ocupação de 120%.
A UTI pediátrica está com 100% dos leitos livres, sem nenhuma criança internada.
Na área da 22ª Regional de Ivaiporã, a UTI atingiu 83,33% de ocupação. Dos 24 leitos nos dois hospitais da cidade, 20 estavam ocupados.
No Hospital Regional de Ivaiporã (HRI) a ocupação de leitos de UTI era 85%, com 17 pacientes para as 20 vagas disponíveis.
Já no Instituto de Saúde Bom Jesus de Ivaiporã dos quatro leitos de UTI, três estavam ocupados, ou seja, taxa de ocupação de 75%. 
Em todo estado, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, 616 pessoas estavam na fila de leitos por covid.
Até ontem, o Governo do Paraná tinha aberto 3.616 leitos exclusivos para pacientes com casos confirmados ou suspeitos da doença. Este é o número de leitos ativos até a manhã, o maior desde o início da pandemia, mas a previsão da Secretaria de Estado da Saúde é colocar mais 155 em operação nas próximas semanas.
O número de leitos de UTI abertos no período é superior ao que foi criado nos últimos 20 anos no Estado. Instalada gradualmente, conforme o avanço dos casos no Paraná, a estrutura já foi utilizada por cerca de 55 mil pessoas que foram hospitalizadas para tratar das complicações da Covid.
“Desde os primeiros casos, tivemos a estratégia de ampliar o atendimento regional e disponibilizamos leitos para todo o Estado. Apostamos em melhorar o que já existia e não abrimos hospitais de campanha, que custam muito e acabam não sendo incorporados à estrutura de saúde”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Mas os recursos são finitos. Os profissionais de saúde trabalharam de maneira árdua ao longo do último ano, está cada vez mais difícil para as equipes da linha de frente”