Com índice de proteção de 93% contra casos graves de dengue e redução de 80% das internações pela doença, a vacina tem encontrado resistência da população tanto na esfera pública quanto privada. Trinta municípios do Paraná receberam o imunizante, mas segundo o último boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), apenas Munhoz de Mello atingiu a meta de 80%. Em Londrina, por exemplo, somente 14% dos beneficiados procuraram as unidades de saúde para receber a vacina. Nas clínicas privadas, a procura também é baixa. A dose é vendida a quase R$ 300. São necessárias três doses da vacina para concluir o ciclo de imunização.
A gerente de uma clínica, que oferta o imunizante em Apucarana, a bióloga Luciana Rocha, avalia que a procura é pequena quando comparada a Gripe A. Entretanto, ela observa que algumas pessoas têm demonstrado interesse. “É muito comum ligarem para tirar dúvidas”, diz. Entre os principais questionamentos está a eficácia. A vacina, em geral, protege contra os quatro tipos de dengue e, em média, garante proteção acima de 66% às pessoas vacinadas.
Outro fator, de acordo com a bióloga, que tem contribuído para o baixo índice de adesão é justamente o baixo percentual de procura. “Pensam que não vale a pena caso a maioria não tome a vacina”, comenta. Por outro lado, ela reforça que quanto mais as pessoas aderirem a vacina, menor será a quantidade de mosquitos infectados.
Sobre o preço, a gerente avalia que não é o fator decisivo, uma vez que sairia uma média de R$ 50 por mês. Em Arapongas, o imunizante que é ofertado, em uma das clínicas, a R$ 268 à vista e R$ 282 a prazo. E a procura também está abaixo do esperado.
As doses deverão ser aplicadas num intervalo de seis meses e são indicadas para pessoas entre 9 e 45 anos. No Paraná, a Sesa, em 28 municípios, oferece a vacina gratuitamente a pessoas entre 15 e 27 anos de idade, faixa etária que concentra 30% do total de casos de dengue no Estado. Acima de 45 anos, a vacina pode ser tomada somente com recomendação médica, antes dos nove não é prevista aplicação.
Luciana reforça que este é período ideal para tomar a vacina. “O imunizante demora, em média, 15 dias, para fazer efeito. Se tomar agora, quando chegar no período de maior proliferação do mosquito Aedes aegypti, o organismo estará protegido”, diz.
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