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Vacinação é baixa entre adolescentes

Renan Vallim

| Edição de 29 de junho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta que grande parte dos adolescentes não busca as unidades de saúde para tomar as vacinas recomendadas à sua faixa etária, que compõem o calendário vacinal do Sistema Único de Saúde (SUS). Em Apucarana, esta preocupação também existe. A Autarquia Municipal de Saúde (AMS) recomenda que os pais mantenham em dia as carteiras de vacinação de seus filhos, lembrando também da oferta das vacinas contra HPV também para os meninos.

Imagem ilustrativa da imagem Vacinação é baixa entre adolescentes

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), adolescentes são todos aqueles na faixa etária entre 10 e 19 anos. “O número de adolescentes que efetivamente buscam as vacinas é muito baixo. Alguns desconhecem a necessidade de se vacinar, outros têm falta de motivação”, afirmou o chefe do Centro Estadual de Epidemiologia, João Luís Crivellaro.
Sobre a vacina do HPV, dados preliminares da Secretaria Estadual da Saúde, referentes ao período de janeiro a junho de 2017, mostram que apenas 5,18% das meninas e 6,03% dos meninos de 13 anos receberam a dose da imunização no Estado. Para mulheres, de 9 a 13 anos, a vacina é ofertada desde 2014. Já para homens entre 11 e 14 anos, a oferta foi iniciada em janeiro último.
Em Apucarana, apenas 444 doses da vacina contra HPV foram aplicadas em 2017. Os dados não discriminam quantas foram dadas para homens ou para mulheres. De acordo com o Censo de 2010, o município tem em torno de 4,9 mil homens entre 10 e 14 anos. Já mulheres nesta mesma faixa etária são 4,8 mil, aproximadamente.
“A vacinação entre adolescentes precisa ser intensificada. Podemos observar que a preocupação dos pais quando o filho é ainda pequeno é bem maior. Com o tempo passando e a criança crescendo, a atenção dos pais tende a diminuir gradativamente. Precisamos mudar essa mentalidade”, afirma Luciano Pereira da Silva, enfermeiro do setor de Epidemiologia da AMS.
De acordo com ele, existem vacinas cuja baixa procura gera atenção das autoridades. “A nossa maior atenção é com relação à vacina contra HPV, que tem uma procura muito baixa, principalmente entre meninos. Tem também a tríplice viral, tendo em vista que os casos de caxumba estão se tornando cada vez mais frequentes”, diz.
Aos adolescentes são recomendadas também as vacinas contra a hepatite B; difteria e tétano (dupla); febre amarela; sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral); papilomavírus humano (HPV) e a meningocócica C (contra a meningite).
Muitas vacinas que são tomadas durante a infância precisam ser reaplicadas na adolescência para assim garantir a imunização. A dupla, contra difteria e tétano, deve ser reforçada a cada 10 anos ou a cada cinco anos, caso a pessoa possua ferimentos graves. 
Este ano o Ministério da Saúde recomendou que seja aplicada uma dose de reforço da vacina meningocócica C em adolescentes entre 12 e 13 anos.