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DA REDAÇÃO

| Edição de 22 de agosto de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O coronavírus não mudou apenas o comportamento da população, mas também interferiu no perfil dos imóveis mais procurados. Segundo Ceriani, há maior preferência por casas com quintal e cômodos abertos e arejados do que em relação a procura por apartamentos. Na opinião do imobiliarista, isso ocorre também porque nos edifícios existem espaços coletivos que ficaram mais restritos por conta da pandemia. “Existem idosos e crianças que moram em apartamentos e que estão reclusos há meses. Então a pandemia tem colaborado para a pessoa repensar na hora de escolher a moradia para comprar. Mas isso é uma mudança pontual, não ocorreu uma avalanche”, afirma. 

De acordo com Ceriani, a pandemia também mudou a forma de negociação de imóveis que ocorre por meios eletrônicos, tanto para preservar a saúde dos clientes e dos corretores. “A visita é necessária, mas para proteção, adotamos os recursos digitais com envio de imagens do imóvel, documentação e reuniões por videoconferência. O mercado vai se adaptando, mas não consigo dizer se isso veio para ficar”, comenta.
Embora a tecnologia facilite muitos processos, na opinião do imobiliarista Claudio Martins não há o que substitua a avaliação presencial do cliente no imóvel. “Não tem com a pessoa não visitar o imóvel, porque existem muitos detalhes que não são mostrados nas fotos”, afirma. Martins ressalta que as visitações ainda acontecem e respeitam as exigências de saúde com uso de máscaras, álcool gel e número reduzido de pessoas no imóvel.