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Venda de veículos novos cai 24% na região

Vanuza Borges

| Edição de 11 de novembro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Apucarana ganhou, em média, quatro carros novos por dia de janeiro a setembro deste ano. No total foram emplacados 1.093 veículos, número inferior ao mesmo período do ano passado, quando foram emplacados 1.409, o que representa uma queda de 22%. Em Arapongas, ao longo dos nove meses de 2016, foram emplacados 1.095 veículos contra 1.474, em 2015, representando uma redução de 25%. Na região, o percentual também ficou negativo, 24%. Por outro lado, as concessionárias registraram reação nas vendas em outubro e projetam crescimento de até 30% para este fim de ano.

Imagem ilustrativa da imagem Venda de veículos novos cai 24% na região

Após nove meses com números em queda, o gerente de vendas da revendedora Chevrolet, em Apucarana, Alessandro dos Santos, observa que o cenário começou a mudar em setembro. “As vendas apresentaram uma leve reação em setembro e melhorou em outubro. Tivemos um acréscimo médio, neste setor, de 15% no mês passado. ”, diz.

A gerente de vendas da concessionária Ford de Apucarana, Lílian Melhado, também observa que as vendas têm aumentado. “Percebemos um aumento neste mês. A nossa expectativa para o fim de ano é de 20%”, comenta.

Ainda sobre expectativa de vendas, o gerente da revenda Volkswagen, de Apucarana, Luiz Carlos Balan, estima um crescimento para este final de ano entre 30 a 40%. “Notamos uma reação em outubro”, diz.

De maneira geral, os gerentes estão confiantes, mas deixam claro que o ritmo de vendas é inferior aos anos de 2014/2013. “Além das vendas, percebemos que os clientes voltaram a pesquisar novamente. Antes nem pesquisa estava ocorrendo. Porém, hoje não fecham mais negócios no dia. Quem está comprando hoje já pesquisou antes. Os clientes estão mais cautelosos”, comenta Santos.

Balan avalia que o público também está mais confiante. “A mudança de governo trouxe mais credibilidade e as pessoas voltaram a ter confiança na economia”, diz.

COMPORTAMENTO

Apesar dos consumidores estarem mais otimistas com a economia, o perfil de compra tem mudado. Com o crédito restrito, o financiamento está menor. “Hoje, o valor é, basicamente, parcelado em 36 vezes. Antes era comum fazer em 48 e até 60 vezes”, compara Santos.

Lílian comenta que, atualmente, os clientes preferem pagar à vista ou garantir uma boa entrada, para pagar juros menores ou garantir taxa zero, além de ter o orçamento comprometido por menos tempo.

Balan comenta que a fabricante também tem apostado em promoções para atrair os clientes. “A média de investimento é de R$ 40 mil, mas, quando vem uma promoção interessante, o cliente investe um pouco mais. Vendemos recentemente um modelo avaliado em R$ 79 mil, o diferencial era o custo/ benefício”, diz.