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Vendas de Natal registram alta e motivam setor em Apucarana

​RENAN VALLIM E FERNANDA NEME - APUCARANA

| Edição de 26 de dezembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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No Brasil, as vendas a prazo na semana anterior ao Natal, entre os dias 18 e 24 de dezembro, aumentaram 4,72% na comparação com as de 2016. Trata-se do primeiro ano de crescimento após três anos consecutivos de retração. Em Apucarana, lojistas apontam aumento parecido em relação as vendas: 5%, em relação ao mesmo período do ano passado. Eles relatam que resultado poderia ter sido melhor se a chuva não tivesse atrapalhado as vendas do final de semana.

Imagem ilustrativa da imagem Vendas de Natal registram alta e motivam setor em Apucarana

Os dados nacionais, divulgados ontem, são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Os resultados de vendas a prazo no Natal dos anos anteriores foram -1,46% (2016), -15,84% (2015) e -0,7% (2014). O cálculo de vendas a prazo é baseado no volume de consultas feitas ao banco de dados do SPC Brasil. Segundo levantamento da entidade, o gasto médio do brasileiro com o total de presentes de Natal girou em torno de R$ 461,91. A estimativa é de que a data movimentasse cerca de R$ 51 bilhões na economia.
Lojista e presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Apucarana (Sivana), Aída Assunção aponta que as vendas cresceram neste ano na cidade. “Tivemos crescimento sim, o que animou os lojistas de modo geral. Não chegou a ser algo próximo do que tínhamos antes da crise, mas foi melhor do que o ano passado, o que é muito importante pois mostra evolução”, diz.
Apesar do aumento, os resultados poderiam ter sido ainda melhores, de acordo com ela. “O tempo, infelizmente, não ajudou muito. Choveu bastante, principalmente no domingo. Se o tempo tivesse melhor, com certeza teríamos mais gente nas ruas, o que incrementaria ainda mais as vendas. Alguns segmentos são influenciados diretamente pelo tempo. Mas esperamos que esse ritmo de vendas se mantenha pelo menos até o ano novo”, afirma.
De acordo com a gerente de uma loja de roupas de Apucarana, Ruth Belizario, as vendas durante o mês de dezembro foram boas e superaram as do ano passado. “Infelizmente, a chuva atrapalhou o movimento. Até dia 22 estava com 5% de crescimento, mas devido ao mau tempo as vendas não cresceram mais”, diz. 
Para esta semana, ela espera que as vendas voltem a subir novamente. “O pessoal que viaja já dá uma passada para comprar peças novas, além de que a cidade recebe bastante gente de fora também. Não podemos esquecer também do Réveillon. Por isso, estamos apostando em roupas brancas e amarelas para o final de ano”.
A gerente de vendas de outra loja de roupas de Apucarana, Eliane Cristina de Godoy, disse que esperava mais vendas de dezembro até o Natal. “A chuva atrapalhou bastante o movimento de pessoas na loja e no comércio. Mesmo assim, as vendas aumentaram 5% em relação ao ano passado”.

Trocas mantêm lojas cheias na região


Passado o Natal, as lojas continuaram movimentadas ontem por conta de outra tradição de fim de ano, as trocas. E a ida do consumidor as lojas pode ser vantajosa aos comerciantes, que acabam engatando novas vendas e ganhando novos clientes. 
A gerente de uma loja de confecções de Ivaiporã, Marli Silvana Sussai diz que o lado bom da troca, é que geralmente quem volta à loja com essa finalidade, acaba se empolgando e comprando mais. “É uma ótima data também para novas vendas. Além do dia da troca, aqui na loja começa também uma liquidação, onde temos produtos com até 50% de desconto”, assinala. 
A professora Tereza Aparecida Paz da Silva de Souza foi uma dessas clientes que logo pela manhã, já se encontrava na loja para fazer a troca de uma bermuda, presente que havia comprado para um dos netos. “Não serviu, ficou uns dias longe e cresceu mais do que eu esperava. Além de trocar, a bermuda do neto, a professora acabou comprando uma nova bolsa que estava em liquidação. “Não resisti, o preço estava muito bom”, comenta Tereza. 
Segundo o proprietário de uma loja de calçados, Edmar Aparecido Gonsales, a maioria das trocas é por problema de tamanho. “Geralmente são os presentes de amigo secreto. Só agora de manhã, mais de sete trocas foram convertidas em novas compras. Depois do Natal, o que segura é a troca”, disse. (IVAN MALDONADO)