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Violência Doméstica na pandemia

Da Redação

| Edição de 17 de junho de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A queda no número de novos casos de denúncias de violência doméstica em meio à pandemia do novo coronavírus preocupa em Apucarana. De acordo com informações da Secretaria Municipal da Mulher e Assuntos da Família, a redução não significa que os casos deixaram de acontecer, mas que não estão sendo denunciados apropriadamente. 
Segundo informações da Secretaria, em conjunto com a Delegacia da Mulher de Apucarana, entre janeiro e maio, foram realizados 783 atendimentos. Fevereiro teve o maior registro de novos casos, com 19 mulheres sendo incluídas nos atendimentos. Dali em diante, os dados apenas caíram. Em março, foram 14. Em abril, 8. No mês seguinte, 9. No comparativo entre fevereiro e maio, redução de 52,6% no número de novos casos registrados.  
Para a secretária da Mulher e Assuntos da Família, Denise Canesin, de Apucarana, as questões das denúncias diminuíram, porém, a violência doméstica, não. “Com a pandemia, as mulheres não deixaram de sofrer com a violência doméstica. O que a gente considera é que as mulheres estão em isolamento social, elas estão em casa junto com os possíveis agressores, o que dificulta para elas saírem e realizarem as denúncias”, explica. 
Segundo ela, é possível que haja denúncias ‘represadas’ na cidade. “O que nos preocupa é a queda de novos casos de violência, o que quer dizer que a mulher está em casa sofrendo violência doméstica e não está pedindo socorro. Por isso, quando a pandemia acabar, é possível que registremos um salto grande nos registros de novos casos”, ressalta. 
A secretária explica que em Apucarana, a Guarda Municipal tem a patrulha Maria da Penha, que atende mulheres que estão com o dispositivo de segurança chamado de ‘botão do pânico’. “Temos que criar mecanismos também para agilizar esses atendimentos e que facilitam a denúncia para a mulher que sofre violência em casa”, ressalta.
No Paraná, desde 2018, há a possibilidade de denunciar através do aplicativo 190PR. Criado por meio de uma parceria entre a Polícia Militar e a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), o aplicativo foi pioneiro em acionamentos de emergência, sem a necessidade de ligação telefônica ao 190 para solicitar atendimento.