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Vítimas de violência são assistidas por projeto em Arapongas

Da redação

| Edição de 28 de outubro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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“Fiquei impressionada. Eu não esperava que ninguém viesse perguntar como eu estava”. O relato é de uma mulher, de 26 anos, vítima de um assalto em Arapongas e uma das beneficiadas pela Rede Municipal de Apoio e Referência à vítima (Remar), que iniciou as atividades há cerca de um mês e visa atender vítimas de violência no município. Camila (nome fictício) foi assaltada recentemente e, após passar por quase uma hora na mira de bandidos armados, que a agrediram, ameaçaram e, inclusive, a fotografaram, ela não esconde que precisa de ajuda especializada.

Imagem ilustrativa da imagem Vítimas de violência são assistidas por projeto em Arapongas

“Nos primeiros dias, eu não conseguia sair de casa”, conta a moça. A jovem revela que a visita a tem ajudado a superar a situação. “Conversaram bastante comigo, fizeram algumas orientações sobre segurança e também agendaram uma consulta com psicólogo. Inclusive, o pessoal da Unidade de Saúde ligou para saber como eu estava e também para marcar a data do atendimento”, comenta. A visita foi feita pela Guarda Municipal e também por um profissional da Secretaria de Assistência Social.
Além do suporte emocional, a araponguense observa que também foi assistida na parte jurídica. “Fui até o Ministério Público. Conversei com o promotor, que me orientou sobre o inquérito e como deve proceder, caso sejam presos. Eu me senti acolhida”, define. 
Além de Camila, a equipe do Remar, que conta com a Guarda Municipal, Secretaria de Saúde, Assistência Social, Policia Militar, Policia Civil, Ministério Público e Unopar, também está acompanhando outros casos de crimes violentos, que ocorreram na cidade entre setembro e outubro.
Em 45 dias, foram atendidas 10 ocorrências de assaltos violentos. “Contudo, por dia, nós fazemos cerca de cinco visitas. Geralmente, as pessoas ficam surpresas com a nossa chegada. Quando já percebemos a necessidade de acompanhamento psicológico, fazemos o encaminhamento. De cada dez casos, seis aceitam ajuda psicológica para superar a situação”, calcula o guarda municipal Odair Jacinto de Souza, que faz parte da equipe junto com o GM Fabiano Pinheiro.
Neste período, das visitas realizadas, em onze situações, o atendimento foi dado sequência com encaminhamentos à Secretaria de Saúde para atendimento psicológico e ao ao Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas).
O projeto Remar, que é pioneiro no Brasil no atendimento à vítima de violência, funciona na sede da Guarda Municipal e vítimas de violência podem procurar pessoalmente o serviço no horário comércio. (VANUZA BORGES)