CIDADES

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Voluntários anônimos garantem funcionamento de entidades

Fernanda Neme

| Edição de 03 de setembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Todos os domingos um senhor de 72 anos leva dois bolos para crianças, jovens e adolescentes da Casa do Dodô e Lar Sagrada Família, de Apucarana. A  ajuda não falha, mas o benfeitor, discreto e avesso a exposição, pede que sua colaboração fique no anonimato. Assim como ele, dezenas de voluntários anônimos doam parte do seu tempo para ajudar nas instituições de caridade de Apucarana.

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“Ele não falha. Caso esteja viajando, ele pede para a irmã ou amiga trazer o mimo para os meninos”, conta Maria de Lourdes Fabiano, responsável pela casa lar. 
Tia Lourdes, como também é conhecida, conta que o voluntário faz as visitas há 15 anos e também ajuda no que as instituições precisam. O motivo a mãe social não sabe, mas gratidão é o que não falta. “Ele se doa por inteiro. Eu e os meus filhos somos muito gratos por tudo que ele faz por nós durante esses anos”. 
Além do senhor, tia Lourdes conta que também conta com a ajuda de uma mulher de 63 anos, que frequenta há 11 anos a Casa do Dodô. “Após passar por um câncer de mama, essa voluntária dez um voto de que iria ajudar uma instituição e desde então ela nos visita. Todo dia 12 de outubro ela faz uma festa para as crianças. É muita dedicação”. 
Esses anjos sem rostos, que atuam no anonimato, se repetem em várias instituições. O Lar São Vicente de Paulo, de Apucarana, também conta com a ajuda de duas voluntárias que não gostam de se identificar e também não contam a idade. 
“Há 3 anos elas visitam a gente e agora trouxeram mais uma amiga para ajudar a passar as roupas dos moradores do asilo, além de auxiliar na alimentação dos acamados que vivem no lar. Quando algum morador vai para o hospital, como eles geralmente não têm família, essas mulheres vão junto para dar apoio”, conta Emiliana Lisboa, que trabalha na parte administrativa do asilo. 
Emiliana também citou outra mulher com idade parecida com as das outras voluntárias e que toda semana visita o lar para dar apoio aos moradores. “Ela perdeu dois irmãos e estava com problemas emocionais, e encontrou na caridade uma forma de se ajudar e ajudar o próximo. Ela é bastante dedicada”. 
Há 20 anos, todas as quartas e sábados, uma mulher visita a Escola de Desenvolvimento Humano Casa do Caminho (Edhucca), de Apucarana. A vice-presidente da instituição Aida Assunção diz que a voluntária colabora desde a época em que o local era um albergue, já que a Edhucca tem 17 anos de história. A mulher ajuda na parte da cozinha, além de apoiar os frequentadores do local. “Ela ajuda na cozinha, lavando louça e fazendo comida, além de dar carinho e amor aos frequentadores da instituição. É uma doação por inteiro”.