ABRAHAM SHAPIRO

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A diferença entre líder e líder*

Da Redação

| Edição de 14 de setembro de 2026 | Atualizado em 14 de setembro de 2026

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Existe um tipo de liderança que precisa de palco. E existe outro tipo que dispensa plateia porque construiu chão.

José Aroldo Gallassini pertence à segunda espécie. Agrônomo de formação, assumiu a presidência da Coamo em 1975, e desde então fez algo raro no mundo corporativo brasileiro: permaneceu. Não por acomodação, mas porque entregou resultado atrás de resultado, década atrás de década, transformando uma cooperativa nascida com 79 produtores rurais na maior cooperativa agroindustrial da América Latina. Isso não se faz com carisma. Faz-se com espinha dorsal.

A diferença entre líder e líder está exatamente aqui: um mede sucesso pelo tamanho da própria vaidade, o outro pelo tamanho do legado que deixa para quem vem depois. Gallassini nunca precisou fabricar narrativa sobre si mesmo, a narrativa foi sendo escrita pelos armazéns construídos, pelos milhares de associados que prosperaram, pela reputação de solidez que a Coamo carrega há cinco décadas. Reputação não se terceiriza. Reputação se constrói tijolo por tijolo, safra por safra, sem atalho.

E é isso que separa a liderança de verdade da encenação de liderança. O pseudo líder empresarial contemporâneo aprendeu a falar bem, aparecer bem, postar bem, mas quando se olha para trás, não há obra, há apenas currículo. Vive de holofote emprestado, de resultado que não é seu, de instituição que carrega no nome enquanto ele carrega apenas a própria imagem.

Gallassini está no outro extremo dessa equação. Não precisou de discurso inflado porque tinha fato. Não precisou convencer ninguém de sua competência porque a competência falava por ele — em cada safra escoada, em cada produtor que prosperou sob a estrutura que ajudou a erguer.

Dr. Gallassini é exemplo e coerência. Foi com estes atributos que ele construiu um legado, e não com o “bla bla bla” vazio de tantos pseudo líderes empresariais que visam apenas promover-se às custas dos resultados de instituições que pouco ou nada têm de seu trabalho efetivo.