Neste exato momento, centenas de empresas estão afundando em câmera lenta. Não falta esforço. Falta direção.
Elas trabalham feito condenadas. Apagam incêndios. Respondem urgências. Mas não fazem a menor ideia de onde querem chegar ou como cada área contribui para isso.
Planejamento, para elas, é um calendário de reuniões. Estratégia é palavra que enfeita currículo e perfil no LinkedIn, ou coisa de guerra. Alinhamento? É todo mundo se queixando de que está difícil.
O financeiro puxa para um lado. O comercial para outro. A operação faz o que acha que deve. Cada um remando do seu jeito e o barco girando em círculos.
Não é incompetência. É falta de método.
Não se constrói prédio sem planta. Viagem sem rota é doideira. Mas tem gente tocando empresa de milhões sem saber aonde está indo.
O naufrágio empresarial não acontece de repente. Acontece aos poucos, com todo mundo ocupado demais para perceber que a coisa vai mal. “A esperança é a última que morre” é a frase que mais mantém empresas aparentemente vivas quando já morreram há muito tempo.
Aqui está o ponto central: empresa sem direção clara não precisa de mais esforço. Precisa de método. Precisa de alguém que faça as perguntas que ninguém está fazendo. Onde queremos chegar? O que cada área precisa entregar para isso? O que estamos fazendo que não leva a lugar nenhum?
Essas perguntas simples valem mais do que meses de reunião.