Para quem ainda não ouviu falar, aqui vai uma novidade. “Gig Economy”.
A expressão tem origem na indústria musical, onde “gig” é um termo utilizado para descrever um show. Músicos frequentemente vivem de “gigs”, ou seja, de apresentações pontuais e esporádicas, ao invés de empregos fixos. Assim, gig economy descreve o segmento do mercado de trabalho baseado em contratos temporários e freelances. Os trabalhadores são contratados para projetos específicos ou tarefas de curto prazo através de plataformas digitais.
Este modelo abrange diversos setores, como transporte, entrega de alimentos, serviços domésticos e tecnologia, oferecendo oportunidades variadas.
Quais as vantagens da gig economy? Flexibilidade é a primeira. Os trabalhadores escolhem quando e onde trabalhar e ajustam horários conforme suas necessidades.
Autonomia é outra vantagem. Os trabalhadores podem escolher projetos, negociar tarifas e definir métodos de trabalho, aumentando a satisfação e o controle sobre suas carreiras.
No entanto, a gig economy também apresenta desafios, como a inexistência de benefícios tradicionais e insegurança financeira, já que os trabalhadores dependem de uma demanda constante por seus serviços – o que nunca é garantido e depende de “n” fatores alheios a seu desempenho profissional.
Além disso, a tecnologia é um atributo essencial a quem deseja se inserir nesta modalidade, pois a operação ocorre em plataformas digitais a fim de facilitar a conexão entre prestadores de serviços e clientes.
A gig economy está crescendo, impulsionada por mudanças nas preferências dos trabalhadores e nas necessidades das empresas, permitindo a escalabilidade das operações com custos reduzidos.
É inegavelmente uma inovação, mesmo diante de questões sobre direitos trabalhistas e proteção social que exigirão novas abordagens regulatórias para equilibrar flexibilidade e segurança neste braço do mercado de trabalho.
Veremos como este futuro será absorvido pela nossa sociedade.