ABRAHAM SHAPIRO

min de leitura

Na empresa toda tolice custa caro

Da Redação

| Edição de 05 de outubro de 2026 | Atualizado em 05 de outubro de 2026

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Em decisões empresariais, fazer-se de desentendido raramente é uma estratégia brilhante. O fornecedor muda o prazo, o cliente atrasa o pagamento, o funcionário repete o erro, e alguém diz: “Vamos ver o que acontece.” Eu direi: “Acontece! 

O prazo escapa, o caixa aperta e o erro ganha até apelido: “nosso jeito de trabalhar”. Lamentável.

Tenha o senso de não ser um sonso. 

Se os números mostram que um projeto está claramente perdendo dinheiro, não chame isso de “fase de maturação” só para evitar uma conversa difícil. Às vezes, a maturação é apenas prejuízo usando gravata. Se a equipe não entendeu a meta, repetir o discurso em voz mais alta não é liderança. É microfone.

Decidir bem não significa adivinhar o futuro. Ninguém tem bola de cristal no orçamento, e quem diz que tem, provavelmente vende consultoria - dessas que promete arrumar a empresa em três dias. 

Decidir significa encarar os fatos, perguntar o que ainda falta saber e definir quem fará o quê, como e até quando. Se a decisão der errado, corrija. Se der certo, descubra por quê. Em ambos os casos, aprenda. É mais útil do que procurar um culpado para ocupar a cadeira.

Na próxima reunião, quando surgir um problema, não esconda a cabeça dentro do organograma. Nomeie o fato, escolha uma ação e acompanhe o resultado. Se não sabe a resposta, diga que vai verificar e marque quando voltará com ela. Isso é mais sério do que fingir segurança e torcer para que o assunto morra antes do café.

Empresa nenhuma precisa de gente que finge não perceber. Precisa de gente madura, adultos capazes de olhar para a realidade, assumir decisões e corrigir a rota. Porque, quando ninguém dirige o problema, ele é que acaba dirigindo o negócio.