Eu devo ter lido algumas centenas de livros ao longo da minha vida. Mas tenho certeza que poucos deles me ajudaram de verdade.
Se eu voltasse no tempo, talvez lesse o mesmo tanto, mas, com outro espírito e outra proposta.
A questão que me faz refletir é: “Por que tão poucos me influenciaram de verdade? ”
Talvez eu tenha lido alguns apenas para parecer inteligente. Outros, para fazer hora durante uma viagem. Outros, ainda, não expunham algo útil no momento em que os li – apesar de serem bons.
Os que mais aproveitei foram aqueles que, em determinados parágrafos – ou, às vezes, em uma ou duas linhas – me levaram a tomar uma atitude que nasceu da pergunta: “Agora que gostei dessa ideia, como vou colocá-la em prática? ” É disso que vim tratar na coluna de hoje.
Toda literatura é um exercício mental e, a depender da atenção dedicada, pode ajudar a melhorar a comunicação verbal e escrita. Porém, a menos que você se deixe sensibilizar por ela e depois se preocupe em vivê-la de verdade, esta leitura não cumprirá seu papel.
Um livro tem de nos ensinar a viver. Tem de nos fazer melhores seres humanos para que trabalhemos com mais qualidade e sejamos livres. Ele pode nos educar a temer menos as contrariedades e as injustiças da vida e até a alcançar um estado de paz.
Então eduque-se para isso e a tal ponto. Leia com foco. Deixe a leitura significar mais do que simples palavras impressas. Medite a respeito e depois, decida por aquilo que disse o filósofo Sêneca: “que as palavras se tornem obras”.