Ora, a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5). Com esse lema, somos exortados a viver em família, como Cristo viveu e com Ele, manter viva a chama da esperança! Sempre é tempo de valorizar e cuidar da família.
Desejada por Deus e assistida pelo agir do Espírito Santo, toda família é chamada a ser sinal e fonte de esperança na comunidade onde está enraizada e em todo lugar. Não há família perfeita, mas é dentro do núcleo familiar que se busca a perfeição, numa ajuda mútua, e se caminha rumo à santidade de vida! Uma família onde os valores cristãos são vivenciados é o maior testemunho de amor a Deus e ao próximo.
Num mundo tão polarizado onde os valores morais e éticos, cristãos e fraternos estão sendo esquecidos ou trocados por coisas passageiras e mundanas, viver a essencialidade da vida familiar é um ato de obediência a Deus e, ao mesmo tempo, um ato de coragem e de testemunho diante da comunidade. São João Paulo II expressou de forma veemente que ‘A salvação do mundo passa pela família’, grande verdade e precioso ensinamento para todos os que se comprometem em formar família, e viver nela, segundo os preceitos do Criador.
Sem famílias alicerçadas na fé em Cristo Jesus, o homem se perde de si mesmo e de Deus; perde-se o verdadeiro sentido da vida trinitária: Pai e mãe e filhos à serviço da evangelização, seguindo a Santíssima Trindade e cumprindo a missão confiada a eles por Deus, Uno e Trino. Neste Ano Santo Jubilar, cujo foco é a esperança, nada mais necessário que exaltar a vida em família, como berço de todas as vocações e transmissora da fé. Fé que, sem esperança, não produz frutos de amizade, companheirismo e amor ao próximo.
É na convivência familiar que se aprende a tolerância, paciência o perdão e o convívio fraterno. Pai, mãe e filhos são os primeiros beneficiários das bênçãos de Deus e da ação do Espírito Santo, que, como Defensor e Advogado age nos corações das famílias, fortalecendo, consolando e amparando a todos, mesmo quando os ventos são contrários e as tribulações tentam enfraquecer a unidade familiar. A esperança que não decepciona e sim, nos enche de coragem e nos leva a perseverar na caminhada da vida, é o meio mais saudável de manter a unidade e a integridade familiar.
Ao celebrarmos o Jubileu da Família, voltemo-nos à Sagrada Família de Nazaré e, contemplando Jesus, Maria e José, pensemos em como está nosso relacionamento familiar, o diálogo, o amor fraterno e a compreensão mútua que deve existir em nosso núcleo familiar. Será preciso mais paciência, unidade e auxílio entre pais e filhos? Ou, talvez, haja uma necessidade premente de perdão e afeto? Neste Ano Jubilar, aproveitemos a Semana Nacional da Família, para perdoar e pedir perdão de nossas negligências familiares e, confessados os nossos pecados de forma sacramental, tomar posse das Indulgências Plenárias, oferecidas a cada um de nós em particular.
O tempo de restaurar as famílias é agora, no hoje. Não sabemos até quando teremos chance de nos redimir diante dos nossos familiares, pois, não há lágrimas que aliviem o arrependimento de atitudes que deveriam ser tomadas e, por orgulho, não foram. Que a Sagrada Família de Nazaré seja o modelo para todas as famílias, para que sejam transmissoras da fé e dos verdadeiros valores cristãos.