BISPO DOM CARLOS JOSÉ

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Natal, seja você o presente para Jesus

Da Redação

| Edição de 23 de dezembro de 2025 | Atualizado em 23 de dezembro de 2025

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Brilha hoje uma Luz sobre nós, pois nasceu para nós o Senhor!” (Sl 97)

‘Deus se fez criança! “Paz na terra” cantam os anjos, anunciando a presença de um Deus indefeso, pelo qual a humanidade só pode descobrir-se amada cuidando d’Ele’ (conf. Lc 2,13-14), nos diz o Papa Leão XVI. Celebrar o Natal é cuidar de Jesus que habita em nosso coração, para que Ele não seja esquecido num ‘canto escuro’ dentro de nós! É Natal! Manifestou-se a graça de Deus! Abriram-se as comportas do Amor do Pai nesta noite gloriosa! Rompeu-se a escuridão, o Amor nasceu, Cristo, a Luz do Mundo, o Sol da Justiça está entre nós. 

A mensagem do anjo aos pastores naquela noite venturosa ecoa também agora em nossos ouvidos: “hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2,11). Preanunciado pelo profeta Isaias, como a esperança futura em meio a uma situação de grande aflição, o nascimento do Messias, o Filho de Deus, proporcionou ao povo ‘que andava na escuridão, ver uma grande luz’! (Is 9,2). Nós, o povo de agora, somos também agraciados pela mesma Luz do Messias nascido em Belém, naquela Santa noite, tão distante e tão presente ao mesmo tempo. 

O Natal deve ser para nós um dia de júbilo, de festa e de gratidão. Um dia em que o nosso coração, em detrimento do que acontece à nossa volta, precisa se abrir tal qual se abriram os tesouros dos Magos do Oriente ao entregarem Àquele Menino o que traziam de melhor! Acorreram até Belém os pastores e, cheios de alegria, dobraram seus joelhos e corações, prostrando-se aos pés Daquele Pequeno Rebento, adorando-O com todo o amor e carinho que traziam em si. Da mesma forma, os Magos com suas riquezas e os pastores em sua simplicidade reconheceram a Realeza do Pequeno Menino de Belém e viram brotar a esperança de um novo céu, uma nova terra, um recomeço em Cristo e com Cristo. 

Após aquele encontro, já não eram mais os mesmos! O Príncipe da Paz, O Verbo Divino nasceu num lugar distante e sua família não teve o acolhimento necessário. No entanto, não faltou aos pais a fé e a confiança na Providência Divina. E, em meio a adversidade, o Menino Jesus nasce para todos: pobres, como os pastores, ricos como os magos e grandes reis da época, indiferentes como os que não lhes deram abrigo, perseguidores como os que Lhe queriam matar, bondosos, como os que lhe ofereceram um minúsculo e pobre abrigo de animais para pernoitar. Depositado num coxo onde os animais se alimentavam, o Menino já sinaliza que veio ao mundo para ser o Pão da Vida, Alimento Eterno! 

Neste Santo Natal, em todas as grandes Catedrais assim como nas mais pequeninas Capelas, ou nos recônditos escondidos, onde se proíbem as manifestações de fé, Jesus Cristo se oferece em Corpo, Sangue, Alma e Divindade para todos, como Alimento para a vida eterna e força para a caminhada até lá, sem escolher ou excluir ninguém. Todos os que a Ele acorrem de coração aberto e sincero, Ele acolhe e Se doa por inteiro. E nós, hoje, depois de tantos séculos, será que aprendemos algo com o nascimento de Cristo, a ponto de nos darmos como presente para Ele e mudar nossa trajetória de vida cristã? ? Feliz e abençoado Natal!