BISPO DOM CARLOS JOSÉ

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Semana de oração pela unidade dos cristãos

Da Redação

| Edição de 01 de junho de 2022 | Atualizado em 01 de junho de 2022
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“Vimos o seu astro no Oriente e viemos prestar-Lhe homenagem” (Mt 2,2)

A estrela que iluminou o firmamento anunciando a chegada do Messias reacendeu nos corações dos magos a chama da esperança, indicando-lhes um novo caminho, ao qual eles prontamente rumaram. Eles viram a Luz que lhes indicou onde encontrar o Salvador, o Filho de Deus, Jesus de Nazaré, e foram ao encontro Dele, e ao encontrá-Lo, deram-Lhe o que tinham de mais precioso: sua adoração, reverência e seus tesouros. 

É providencial o tema deste ano para a Semana de Oração pela unidade dos Cristãos quando, nos impelindo a irmos ao encontro de Cristo, orienta-nos a fazê-lo a partir da oração em comum e do encontro com os irmãos, através da partilha da oração que deve nos levar a termos um olhar misericordioso que nos faça enxergar além das aparências e nos propicie penetrar no coração do próximo, com caridade e respeito, mas com amor, acima de tudo. No respeito às crenças pessoais está o centro da unidade cristã, na oração em comum, está o dom da gratuidade da prece em favor de todos. Somos filhos do mesmo Pai, o Senhor Criador da vida, que nos quer unidos na construção de pontes que favoreçam o diálogo, o respeito e as boas ações: ‘ O encontro e diálogo entre cristãos é um sinal de esperança para a humanidade tão cheia de fraturas’. 

Desde o dia 29 de maio até 05 de junho, somos exortados a viver intensamente esse momento de unidade cristã, colocando em nossas orações o profundo desejo de comunhão fraterna e, mais que isso, clamando ao Espírito Santo que as orações se transformem em ações concretas que despertem o respeito e o amor ao próximo. Num mundo dilacerado pelas guerras, injustiças, desamor e egoísmo, é urgente que, respeitando as crenças individuais, todos se unam pelo mesmo objetivo: a paz. Paz nos corações, nas comunidades, nas famílias e em todo lugar. Paz que não significa ausência de conflitos, mas que leve a procurar soluções amigáveis para uma convivência respeitosa e harmônica. A humanidade viveu um caos gerado pela pandemia, e ainda vive suas desastrosas consequências. Aos que se sustentaram nesse longo período pandêmico pela fé e pelas orações, esse tempo também foi de aprendizado. 

A pandemia serviu para nos alertar sobre a necessidade de cuidar do outro de uma forma diferente. Isolados, nossas orações abraçaram a tantos irmãos e irmãs confortando-os em suas aflições. Esse legado da pandemia, de nos fazermos presentes mesmo à distância, é o maior exemplo da importância da oração cristã em favor do outro, quer conheçamos ou não. A oração que brota da intimidade com Jesus se expande pela ação do Espírito Santo e alcança, através Dele, os fins necessários a que se destinam, não por méritos pessoais, mas pela misericórdia de Deus. Como os magos que, vindos de diferentes partes do mundo, ao verem o ‘astro’, convergiram para um mesmo destino, também somos chamados a olhar para o Alto e deixar-nos envolver pelo brilho da Luz Divina e, inebriados por Ela, vivermos a unidade desejada por Cristo que implora ao Pai pela união de todos os que creem (Jo 17, 20ss). A fé em Cristo Jesus precisa ser vivida pessoal e comunitariamente. A oração pessoal tem um valor imenso, a comunitária, nem conseguimos mensurar seu alcance. Na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos rezemos em nossas casas e, onde for possível, de forma comunitária, numa bonita expressão de comunhão com Igrejas e comunidades cristãs, pedindo ao Espírito Santo que, pela sua Luz, provoque a unidade de todos os que professam o nome de Jesus Cristo.