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Caiado chama petista para discutir 'lá fora'

Da Redação

| Edição de 04 de maio de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Uma discussão tensa entre os senadores Ronaldo Caiado, do DEM-GO (foto), e Lindbergh Farias (PT-RJ) interrompeu ontem por alguns minutos a sessão da comissão do impeachment no Senado. Tudo começou depois que Caiado afirmou, no microfone, que o governo da presidente Dilma Rousseff estaria apagando arquivos para prejudicar a troca de gestão para o vice Michel Temer no caso de afastamento dela. "É mentira do senador", afirmou o petista. Os dois trocaram palavras fora do microfone e Caiado então desafiou Lindbergh para resolver a discussão "lá fora". "O senhor não está tratando com os funcionários de sua fazenda", retrucou Lindbergh.

Imagem ilustrativa da imagem Caiado chama petista para discutir 'lá fora'

Bispo em novo governo

Presidente nacional do PRB, o bispo licenciado da Igreja Universal Marcos Pereira é cotado para chefiar o Ministério da Ciência e Tecnologia em um eventual governo do vice-presidente Michel Temer. Ele se reuniu na segunda-feira à noite no Palácio do Jaburu. A pasta foi oferecida ao partido esta semana, após naufragarem as tentativas de uma negociação em cima da Agricultura e da Secretaria Especial de Portos. Sob Dilma Rousseff, o PRB comandou o Ministério do Esporte até as vésperas da aprovação do impeachment na Câmara. O titular da pasta nessa fase era o pastor George Hilton.

Presos transferidos

Quatro suspeitos presos nas últimas fases da Operação Lava Jato vão deixar a sede da Polícia Federal no Paraná, em Curitiba, por ordem do juiz Sergio Moro. Despacho do juiz de segunda-feira (2) determina a transferência do publicitário João Santana, da mulher dele, Mônica Moura, do empresário Ronan Maria Pinto e do ex-senador Gim Argello (PTB-DF). Santana, Ronan e Argello irão para o Complexo Médico-Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, onde estão outros presos da Lava Jato. Mônica será transferida para um estabelecimento de custódia feminino. A mudança foi solicitada pela Polícia Federal.

Relator mantido

A Comissão Especial de Impeachment rejeitou questões de ordem apresentadas pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) que pediam a suspeição do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG) e a suspensão do processo de impeachment porque as contas de 2015 da presidente Dilma Rousseff não foram analisadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e pelo Congresso Nacional. O presidente da comissão, Raimundo Lira (PMDB-PB), lembrou que a questão da suspeição já havia sido decidida em outra reunião, não cabendo mais discussão.

“Conjunto da obra”

O presidente do Instituto Internacional de Estudos de Direito do Estado, Fábio Medina Osório, afirmou na segunda-feira (2) que os senadores são soberanos no processo de impeachment e podem levar em consideração "o conjunto da obra" e a má gestão pública quando justificarem seus votos. Convidado por parlamentares da oposição para falar sobre aspectos técnicos e jurídicos do processo de impedimento, o especialista defendeu a tese de que não cabe ao Poder Judiciário rever o mérito das decisões do Legislativo e disse que o impeachment tem natureza não só jurídica, mas política também.