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Caixa 2 do PT

Da Redação

| Edição de 16 de dezembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Para tentar obter uma pena menor, o pecuarista José Carlos Bumlai (foto), o amigo do ex-presidente Lula que foi preso no dia 24 de novembro pela Operação Lava Jato, decidiu confessar crimes que cometeu. Ele contou na segunda-feira (14) a delegados da Polícia Federal que pegou emprestado R$ 12 milhões do Banco Schahin em 2004 para repassar ao caixa dois do PT.

Imagem ilustrativa da imagem Caixa 2 do PT

A informação foi publicada ontem pelo jornal "O Estado de S. Paulo". Bumlai relatou aos policiais que metade desse valor foi destinado ao PT de Santo André, onde o partido teria sido chantageado por um empresário, Ronan Maria Pinto, que teria pedido R$ 6 milhões para não contar o que sabia sobre o caixa dois do diretório local e a relação desses recursos com o assassinato do prefeito Celso Daniel, ocorrida em 2002.

FACHIN DISTRIBUI ESBOÇO DE VOTO

Na véspera do julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) que vai discutir o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o ministro Luiz Edson Fachin distribuiu ontem aos colegas, em mãos, um esboço de seu voto. O gesto não é usual, mas foi adotado porque o tema é considerado delicado e porque há um movimento de parte dos ministros para evitar um pedido de vista, garantindo que a análise do caso seja concluída ainda nesta semana, antes do recesso do Judiciário. O voto, que tem cem páginas, pode ou não ser lido por inteiro pelo ministro.

PF APREENDE R$ 100 MIL EM RECIFE

Agentes da Polícia Federal apreenderam R$ 100 mil, além de vários documentos, na loja Grillo Presentes, na zona sul do Recife, que pertence à família de Patrícia Guedes Álvaro. Ela é mulher de Aldo Guedes, ex-presidente da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), e prima do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB). A apreensão do material faz parte da Operação Catilinárias, que ontem cumpre ao todo 53 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, referentes a sete processos instaurados a partir de investigações da Lava Jato.

CASO DE DELCÍDIO CHEGA AO CONSELHO DE ÉTICA

O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), recebeu ontem a representação por quebra de decoro protocolada pela Rede Sustentabilidade e pelo PPS contra o senador Delcídio do Amaral, do PT-MS (foto).

Imagem ilustrativa da imagem Caixa 2 do PT

João Alberto convocou para amanhã, às 10h, a reunião do colegiado em que haverá o sorteio para definir o relator do processo. Delcídio do Amaral foi preso no dia 25 de novembro, acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

PMDB REÚNE HOJE EXECUTIVA DO PARTIDO

O PMDB vai reunir hoje a Executiva Nacional do partido, às 10h30, em Brasília. A reunião foi convocada pelo presidente da legenda, vice-presidente Michel Temer, e vai discutir, entre outros assuntos, a operação deflagrada ontem pela Polícia Federal de busca e apreensão em endereços de lideranças do partido, entre elas o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ministros e ex-ministros peemedebistas. Segundo interlocutores do partido próximos a Temer, há pressão para que o PMDB defina um posicionamento único em relação à aliança com o PT e ao apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff.

STJ CONCEDE PRISÃO DOMICILIAR A OPERADOR

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem conceder prisão domiciliar ao empresário Adir Assad, condenado por atuar como um dos operadores financeiros do esquema de desvio de recursos da Petrobras, investigado na Operação Lava Jato. Com a decisão, Assad deverá cumprir prisão domiciliar integral, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, entregar o passaporte, comparecer quinzenalmente ao Judiciário, não manter contato com outros investigado, além de não voltar ao comando das empresas que operava.