Oclima em uma sessão extraordinária na Câmara Municipal de Apucarana nesta quarta-feira não foi nada amistoso, envolvendo pelo menos cinco vereadores. De um lado, o líder de fato do prefeito Rodolfo Mota, vereador Tiago Cordeiro (PDT), de outro, os vereadores Danylo Acioli, Dr. Odarlone, Lucas Leugi e Guilherme Livoti. Tudo começou com o vereador Tiago Cordeiro instigando os vereadores tidos de oposição a votarem contra um projeto do Executivo pedindo autorização para prorrogar o início das obras do novo quartel do Corpo de Bombeiros em terreno doado pelo município, até porque a obra depende de recursos do governo estadual. O objetivo de Tiago seria jogar esses vereadores contra a corporação dos bombeiros, aproveitando a presença na sessão do comandante da unidade militar. A reação dos vereadores Danylo, Lucas, Odarlone e Livoti foi imediata e gerou um bate-boca entre eles, até porque a intenção de todos eles era votar a favor. Ficou um clima ruim, principalmente para Tiago, que tem pretensões de presidir a Câmara Municipal na eleição prevista para dezembro. Ele pode até não ter perdido votos desses vereadores, até porque sabe que não os teria, pois conta exclusivamente com os votos da base do prefeito Rodolfo Mota, que tem maioria no Legislativo, isso se realmente for o candidato indicado pelo alcaide. Tem quem coloque em dúvida essa possibilidade, mas a confiança de Tiago é inabalável no apoio de Rodolfo Mota, a quem, verdade seja dita, defende com unhas e dentes no Legislativo.
O santo é de barro
Há um velho ditado popular que nunca pode ser menosprezado na política: “Cuidado com o andor porque o santo é de barro”. Isso vale para qualquer eleição, inclusive para a escolha do novo presidente da Câmara Municipal de Apucarana. Inúmeros exemplos no passado de vereador que chegou presidente e saiu da sessão derrotado, mesmo com votação em aberto. Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém...
Prejuízo do El Niño
O excesso de chuvas já provoca prejuízo às lavouras do Paraná, com perdas na qualidade dos grãos de inverno e dificuldades no plantio da safra de verão. E o cenário pode piorar ainda mais com a intensificação do fenômeno El Niño em novembro e dezembro. As estimativas no Paraná são de que até agora o El Niño já tenha ocasionado prejuízos da ordem de R$ 860 milhões no campo, sem contar os danos nas cidades, que também são milionários.
Desemprego é grande
Com a troca de governo no Paraná, muita gente da região que estava empregada na Casa Civil vai ficar desalojada do governo. E é muita gente mesmo, alguns com salários chegando a beirar os R$ 30 mil. Não se sabe ainda como vai ser o comportamento do governador eleito Sérgio Moro em dar ou não guarida a companheiros políticos, como sempre aconteceu nos atuais e antigos governos do Estado. Sempre na Casa Civil.
Pode demorar muito
A construção do novo quartel do Corpo de Bombeiros de Apucarana, obra importante para a cidade, pode demorar muito mais do que se possa imaginar, diante de um novo governo do Estado que assume com um controle rigoroso de gastos, como se comenta em torno do governador eleito Sérgio Moro. Pelo menos no primeiro ano de governo, a ordem seria fazer um pente-fino nos convênios ainda sem liberação de recursos, para avaliar prioridades.
Disputa no Cisvir
A se confirmar o interesse do prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota, em presidir o Cisvir - Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Ivaí, pode ter disputa e até um racha na entidade. O atual presidente, prefeito de Arapongas, Rafael Cita, é candidato à reeleição por ter o objetivo de concluir a obra de ampliação do Cisvir, que envolve mais de 13 milhões de reais. Só um acordo entre eles evita um racha.