A indagação do vereador Guilherme Livoti (Novo) na sessão ordinária desta segunda-feira da Câmara Municipal de Apucarana, sobre quais edis saberiam dizer o que significa a palavra compliance, seguida de pedido para que os que porventura soubessem levantassem a mão, acabou por gerar uma discussão com o vereador Odarlone (PT). Sobre o questionamento em si, apenas os vereadores Danylo Acioli e Lucas Leugi levantaram a mão, além, é claro, do próprio Livoti, que fez a pergunta. Foi o que bastou para o vereador Odarlone soltar o verbo para dizer que “aqui não é Escolinha do Professor Raimundo para um colega chegar no plenário insinuando que os vereadores eleitos pelo povo não têm capacidade de cumprir seu papel”. Tudo se originou do projeto da Prefeitura de Apucarana que institui o Programa de Compliance no Executivo. Para que a pergunta de Livoti não fique sem resposta, o termo compliance deriva do inglês “to comply”, que significa estar em conformidade ou agir de acordo com uma regra, ou seja, é o conjunto de práticas, regras e políticas que a empresa ou instituição adota em conformidade com as leis, regulamentos externos e suas próprias normas internas.
Ratinho atrás do MDB
O governador Ratinho Junior esperou passar o lançamento da candidatura do ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, pelo MDB, para chamar ao Palácio Iguaçu lideranças do partido no sentido de demovê-los da ideia de ter candidatura própria ao governo e fazer aliança com o PSD para apoiar a candidatura de Sandro Alex. Para tanto, ofereceu a vaga de vice na chapa ou apoio à disputa de uma cadeira no Senado.
O sonho de consumo
Os emedebistas, depois de ouvirem a proposta do governador Ratinho Junior, ficaram de estudar e dar uma posição. Difícil vai ser convencer Greca a sair da disputa pelo governo do Estado. Mas o sonho de consumo do MDB é a mudança da chapa oficial. Para eles, o melhor caminho para uma vitória na eleição é a dobrada de Alexandre Curi (Republicanos) e Greca, independentemente de quem seja o cabeça de chapa. Parece difícil.
Outro lado do balcão
Questionado após o encerramento da sessão de anteontem na Câmara Municipal de Apucarana sobre por que orientou a bancada da base do prefeito, da qual é líder, a votar contra os projetos de isenção do IPTU e aluguel social, o vereador Moisés Tavares (Avante) respondeu que já foi oposição e hoje sabe “entender os dois lados”. Segundo ele, “aprovar projetos aqui gera expectativas sem que o município possa honrá-los....”
Facchiano passou batido
Ainda a respeito desse projeto que propõe isenção de IPTU a moradores que residem em bairros que não contam com infraestrutura completa, como galerias pluviais, de autoria do vereador Guilherme Livotti, este acabou aprovado em primeira discussão no Legislativo apucaranense, mesmo com recomendação contrária do Executivo. O vereador Facchiano, da base, na hora da votação se equivocou e ajudou a aprovar a matéria.
Base unida
Depois de um puxão de orelhas do prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota, a base dele na Câmara Municipal está unida em torno dos projetos de interesse do Executivo, bem como rejeitando propostas da oposição que não são do interesse da administração municipal. Tem sido assim nas últimas sessões, como ocorreu nesta segunda-feira, à exceção do vereador Luciano Facchiano, que deu uma pixotada na hora de votar.