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Luiz Hirose, reserva moral de Apucarana

Da Redação

| Edição de 27 de outubro de 2026 | Atualizado em 27 de outubro de 2026

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A cidade amanheceu triste nesta terça-feira com o anúncio do falecimento do empresário Luiz Hirose, tido como uma das poucas reservas morais de Apucarana. Um cidadão exemplar em todos os sentidos, seja como chefe de família, seja como um verdadeiro filantropo. Hirose era muito admirado não só como esposo, pai e avô, como também pela generosidade que nutria em ajudar quem o procurasse, sobretudo entidades sociais e assistenciais. Foi um dos grandes responsáveis pela construção da sede da Apae e ajudou muito outras instituições, além de contribuir para o esporte amador, como entusiasta esportista que era. Enfim, são muitas as qualidades de Luiz Hirose e nenhuma delas se sobrepõe ao amor que nutria por Apucarana, onde cresceu, foi funcionário da antiga Casa Rosa, prosperou e se tornou um construtor de respeito e muita credibilidade. Uma perda irreparável não só para os familiares e amigos, mas para Apucarana como um todo. Oxalá as autoridades públicas da cidade saibam reverenciar e eternizar seu nome em alguma obra ou logradouro público, como exemplo para as atuais e futuras gerações. Luiz Hirose foi ao encontro do Criador, porém seu legado será eterno.

Governo paralelo?

Com a vitória do presidente Lula, a Itaipu Binacional continuará em poder do PT. Não se sabe ainda se com a atual direção ou com um novo diretor-geral. No entanto, diante da rixa pessoal entre o governador eleito Sérgio Moro e o presidente Lula, é muito provável que a Itaipu seja uma espécie de governo paralelo no Paraná, socorrendo financeiramente os municípios com recursos para obras, como, aliás, já o fizera ultimamente.

Paranaense, nem tanto

Ao anunciar nesta terça-feira mais um integrante de seu governo, Moro disse que a Secretaria de Educação seria comandada por uma paranaense de Goioerê. Trata-se da professora Fátima Gavioli que, apesar de ser nascida em Goioerê, fez toda sua carreira profissional fora do Estado. Nos últimos oito anos, ocupou a Secretaria de Educação de Goiás, após também exercer a mesma função em Rondônia. Experiência tem de sobra.

Aliados órfãos

A fuga do senador e candidato derrotado à presidência da república, Flávio Bolsonaro, deixou os seus aliados órfãos de liderança para conduzir a oposição no país. É evidente que havia o temor de Flávio ser alvo de um mandado de prisão pelas denúncias que pesam e pelo espírito vingativo do ministro do STF, Alexandre Moraes; no entanto, enquanto ocupasse o Senado, não poderia ser preso. A fuga aos EUA fragiliza todos os seus aliados.

PSD já com Lula

Como era de se esperar, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, sinalizou ontem que o partido vai estar com o presidente Lula. Desta forma, o deputado federal de Apucarana, Beto Preto (PSD), estará automaticamente na base do governo Lula, o que, para ele, pode ser bom para conseguir recursos para os municípios onde teve expressiva votação, incluindo, é evidente, sua terra, Apucarana.

Mandato de Dallagnol

É grande a expectativa no mundo político paranaense sobre o que o Tribunal Superior Eleitoral vai decidir sobre a inelegibilidade ou não do senador eleito Deltan Dallagnol (Novo). Ele fez quase três milhões de votos, o que talvez não seja impeditivo, pelo precedente de 2022, quando foi o deputado federal mais votado do Paraná e perdeu o mandato pelo mesmo motivo, ou seja, suposta infração à Ficha Limpa.