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Prefeitura anuncia reconstrução do canil e implantação de Hospital Veterinário

Lis Kato

| Edição de 27 de outubro de 2026 | Atualizado em 27 de outubro de 2026

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Oprefeito de Apucarana, Rodolfo Mota, anunciou na manhã de ontem abertura de um processo de licitação estimado em R$ 4 milhões para a reconstrução e ampliação do Centro de Saúde Animal (Cemsa) e instalação de um Hospital Veterinário Municipal. A nova estrutura é financiada com recursos próprios do município. 

O projeto apresentado pela administração prevê novas instalações para acolhimento, atendimento veterinário, cirurgias e recuperação de cães e gatos, além de espaços destinados ao bem-estar animal em uma área de 2 mil metros quadrados e envolve, em sua maior parte, novas construções. A planta atende exigências do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público, envolvendo também adequações de impacto ambiental. Em abril deste ano, o centro foi alvo de uma operação de fiscalização do MP que levou à prisão e posterior afastamento do então diretor da unidade pelo crime de maus tratos por negligência de cumprimento de medidas sanitárias. 

“Essa é uma obra aguardada há pelo menos 15, 20 anos. Não é um projeto simples, tem toda uma complexidade. Esse canil tem toda a questão médica, de contaminação, de infecção, então é preciso ter a separação na quarentena, além de uma ala de cirurgias e de recuperação”, explicou.

Após a conclusão dos trabalhos, que devem durar entre um ano e um ano e meio, o novo complexo terá capacidade para abrigar até 400 animais, entre cães e gatos. Contudo, o Executivo reforça que a ampliação da estrutura não têm como objetivo o acúmulo de animais no órgão público.

“O que a gente menos quer fazer é resgatar o animal e colocar dentro de uma baia. A gente quer qualidade de vida para esse bichinho, por isso precisamos de famílias responsáveis para a adoção. Comportará até 400 animais, mas quanto menos a gente tiver aqui, melhor. É sinal de que a política pública está funcionando”, pontuou Mota, destacando que a prioridade é oferecer suporte médico para que os animais resgatados possam ser doados com saúde.

Sobre uma possível mudança nos protocolos de recolhimento de animais de rua — que hoje são limitados por lei —, o prefeito afirmou que qualquer alteração só será discutida após a entrega da nova estrutura.