Para governar com tranquilidade, o governador eleito do Paraná, senador Sérgio Moro (PL), sabe que precisa ter maioria na Assembleia Legislativa. Dos 54 deputados estaduais, ele precisa de pelo menos 28 para ter base de sustentação na Alep. O PL, seu partido, elegeu 14 deputados, metade do número mágico para obter maioria. Para alcançar esse número, Moro vai ter que atrair deputados do PSD, que tem uma bancada de 14 parlamentares, e até mesmo de outras legendas, como o Novo, que esteve alinhado com ele na eleição, PP e União Brasil. Só não vai ter apoio de partidos de esquerda, em especial o PT. Portanto, Moro não deve ter dificuldades de construir uma boa base na Assembleia Legislativa, ao contrário do que alguns políticos de oposição a ele estavam apostando. Já em relação à presidência da Casa, ainda é cedo para qualquer prognóstico. É evidente que o governador eleito vai tentar fazer o presidente, no entanto, nesse mister, pode enfrentar dificuldades com os deputados mais antigos e que gozam de grande liderança entre seus pares. Moro vai precisar de um bom articulador político para tentar uma aliança capaz de fazer a presidência da Alep com um aliado que considera da mais absoluta confiança.
Aníbal não deixaria
Se vivo, o avô do deputado estadual Alexandre Curi, o lendário Aníbal Curi, jamais deixaria o neto ser candidato ao Senado. O próprio Aníbal, considerado um dos políticos mais hábeis do Paraná enquanto vivo, jamais deixou de ser deputado estadual. Foi presidente da Assembleia, primeiro secretário, enfim, sempre era o homem forte e respeitado por qualquer dos governadores que estivesse ocupando o Palácio Iguaçu.
Pimentel busca se aproximar
Na véspera da eleição, o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), fez questão de anunciar que seu segundo voto para senador era de Deltan Dallagnol; o primeiro, obviamente, de Alexandre Curi. No domingo, antes mesmo de o nome de Sérgio Moro ser oficializado como governador eleito, Pimentel fez questão de ligar para cumprimentá-lo pela vitória. E agora anunciou que apoia Flávio Bolsonaro no 2º turno. Tudo pensando em 2028.
Custo do voto no PT
Para se reeleger com 101.823 votos, a deputada federal Carol Dartora (PT) gastou R$ 2.983.143,00, ou seja, cada voto conquistado custou R$ 29,30. Por sua vez, o apucaranense Arilson Chiorato (PT), para se eleger, gastou R$ 1.260.275,00. Com esse recurso fez 77.671 votos, ou seja, cada voto custou R$ 16,23. A mais votada do PT, Ana Júlia, gastou R$ 3.059.934,96 para fazer 184.691 votos, ou seja, R$ 16,57 por voto.
Primeira suplente
Apesar dos 80.485 votos que obteve nas urnas, a deputada federal Luísa Canziani (União Brasil) não conseguiu se reeleger. Ficou na primeira suplência. Outro londrinense que vai deixar a Câmara Federal por não conseguir a reeleição é Diego Garcia, também do União Brasil. Ele amargou uma terceira suplência do partido com 46.072 votos. De Maringá, quem perde o mandato após várias legislaturas, é Luiz Nishimori (PSD).
Bronca do Danylo
Para o bom entendedor, meia palavra basta. O vereador apucaranense Danylo Acioli, na sessão ordinária desta segunda-feira na Câmara Municipal, criticou um colega de legislatura, chamando-o de “linguarudo” por estar falando mal de outros vereadores fora da Câmara, com ataques pessoais. Danylo não citou nome, mas ao dizer que “não tenho afinidade com assediador”, nem precisou falar o nome do colega. Todos entenderam.