O deputado federal Osmar Serraglio (PMDB) disse ontem em Arapongas, onde liberou recursos para o município, ser contra a Fundo Partidário para custeio de campanhas eleitorais de candidatos em todos os níveis, com utilização de parte de emendas parlamentares. Ele prefere que as campanhas sejam patrocinadas por empresas, como era antes, porém com certas restrições: a empresa patrocinadora não pode ter contrato de prestação de serviços com órgãos públicos; não pode patrocinar mais do que um candidato; e que haja um limite máximo de contribuição. No seu entender, a criação do fundo partidário não vai resolver em nada os problemas do processo eleitoral no País.
Apoio da Câmara O prefeito de Arapongas, Sérgio Onofre da Silva (PSC), destacou ontem, durante solenidade de liberação de recursos, o apoio que vem recebendo da maioria dos vereadores, inclusive de alguns que foram eleitos por partidos de oposição. “São vereadores que querem o bem do município”, disse.
Políticos passam De acordo com o prefeito Sérgio Onofre, o mandato do prefeito e dos vereadores é passageiro. “O prefeito passa, o vereador passa, mas o município permanece e segue em frente. Então é preciso esquecer as diferenças partidárias e lutar pelo município acima de tudo”, disse o prefeito de Arapongas.
Visita de Verri Em visita de cortesia ontem ao prefeito de Apucarana, Beto Preto (PSD), o deputado federal Enio Verri (PT) reiterou sua disposição de buscar a reeleição. Ele disse que a senadora e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann (PT), poderá ser candidata à reeleição ou disputar uma vaga na Câmara Federal.
Reeleição Na eleição de 2014, Enio Verri somou 110 mil votos no Estado. Verri, que é professor universitário e já foi vereador em Maringá e secretário estadual do Planejamento, só foi superado em votos, dentro do partido, por Zeca Dirceu. Ele acredita que o PT poderá eleger até três deputados federais no Paraná na eleição de 2018.
Agradecimento No encontro com Enio Verri, o prefeito Beto Preto voltou a agradecer toda atenção que o parlamentar teve com Apucarana, carreando verbas de emendas para o Município e contribuindo com diversas conquistas. “Desejamos êxito ao deputado e que nesta nova empreitada ele seja novamente vitorioso”, afirmou Beto Preto.
Outra tarefa Câmaras de Apucarana e região têm deixado de lado, muitas vezes, sua função de só legislar. Vereadores também estão correndo atrás de recursos nas esferas estadual e federal para seus municípios. Na maioria dos casos, eles recorrem aos deputados estaduais e federais para os quais trabalharam nas eleições.
Peregrinação O secretário-chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, fez uma verdadeira peregrinação pelo Vale do Ivaí na última quinta-feira, para liberação de recursos do governo do Estado. Ele esteve em Faxinal, Grandes Rios, Lidianópolis, Jardim Alegre, Lunardelli, Arapuã e Ivaiporã, acompanhado de deputados estaduais.
Kaloré O prefeito de Kaloré, Washington Luiz da Silva (PSDB), assinou anteontem, em Curitiba, convênio com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano (Sedu) no valor de R$ 355 mil. O recurso será destinado à compra de uma pá carregadeira e teve a intermediação do deputado estadual Plauto Miró (DEM).
Repasse do FPM Prefeituras receberam ontem do Tesouro Nacional o último repasse de setembro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O montante é 13,90% maior que o de igual período do ano passado, sem contar a inflação. Considerando-se os efeitos inflacionários, o aumento foi de 11,26%.
Multa por apelido O Tribunal de Contas do Estado (TCE/PR) multou o ex-prefeito e hoje vice-prefeito de São Carlos do Ivaí (região noroeste), Jurandir Alves Contro, em R$ 2,9 mil, por promoção pessoal durante sua gestão, entre 2009-2012. Contro emplacou veículos da frota com as letras BDA. No município, ele é conhecido pelo apelido “Bida”.
Vapt Vupt
Termina hoje o prazo para estados e municípios prestarem contas ao governo federal de convênios na área social.
A prestação de contas refere-se ao Índice de Gestão Descentralizada de 2016 e deve ser enviada ao Ministério do Desenvolvimento Social.
Prefeitos têm reclamado que os recursos do governo federal para assistência social, saúde e educação são poucos.
A reclamação dos prefeitos é de que o governo federal dá muitos encargos aos municípios e poucos recursos.