O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles (foto) defendeu o ajuste fiscal como prioridade para o país, com a criação de uma regulação para limitar gastos públicos do governo federal, mas evitou comentar rumores sobre a indicação de seu nome para substituir o ministro Joaquim Levy, na Fazenda.
"Seria deselegância de minha parte ficar comentando rumores sobre ocupar um cargo que hoje está ocupado por um profissional sério, que é amigo nosso", disse Meirelles, em evento que reuniu Armínio Fraga e Gustavo Franco, outros dois ex-comandantes do Banco Central. "Não só sobre comentar essa hipótese como comentar sobre o que faria se eu estive lá".
MP NEGA SUPOSTA PERSEGUIÇÃO AO PT
A ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) rebateu ontem a cartilha divulgada pelo PT e classificou de "argumento delirante" a tese de que a atuação do Ministério Público (MP) na Lava Jato tem o objetivo de perseguir o partido. A entidade sustenta que não tem "qualquer fundamento" a acusação de que "o MPF e também a Justiça desrespeitam princípios intrínsecos às carreiras e às instituições das magistraturas, quais sejam a imparcialidade e a impessoalidade". Na cartilha, o PT ataca o juiz Sérgio Moro e o ministro do STF, Gilmar Mendes.
CELSO RUSSOMANO É SÓCIO DE DELATOR
Líder nas pesquisas para a disputa à Prefeitura de São Paulo, o deputado federal, Celso Russomanno (PRB-SP), é sócio de um empresário que confessou ter repassado R$ 60 milhões em propina ao ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e ao PT no âmbito da Operação Lava Jato. O nome do empresário é Augusto Mendonça Neto, o primeiro executivo a firmar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e a Justiça na força-tarefa que investiga um esquema de corrupção na Petrobras. Mendonça Neto é um dos poucos empresários investigados pela Lava Jato que ainda está solto.
NÃO HÁ GOVERNO NO BRASIL, DIZ MINISTRO
O ministro do STF Marco Aurélio Mello (foto) criticou, ontem, a crise política por que passa o Brasil e afirmou que ela tem origem na falta de harmonia entre os poderes, principalmente o Executivo e o Legislativo. "Precisamos reconhecer, com desassombro, que hoje não há governo no Brasil", declarou.
"Não se consegue tocar medidas econômica e financeiras indispensáveis à suplantação da crise mais séria, que é econômica e financeira. Precisamos deixar os interesses políticos paroquiais em segundo plano", afirmou o ministro. Mello fez a declaração no Insper, em São Paulo, durante uma palestra que concedeu sobre liberdade de expressão
DILMA E CUNHA SÃO ALVO DE PASSEATA
Diante de um cordão de isolamento formado por policiais legislativos e militares, a passeata de integrantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) passou pela Congresso Nacional de forma pacífica no início da tarde de ontem. Os manifestantes seguravam faixas e gritavam palavras de ordem em defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff e contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ajuste fiscal e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
JOAQUIM BARBOSA ATACA POLÍTICOS
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, disse ontem que uma das razões para a crise política e econômica por que passa o país é provocada pela desmoralização das instituições partidárias e pelos interesses financeiros de “boa parte dos políticos”. “Nós assistimos, nos últimos tempos, de maneira quase que cotidiana, a uma guerra de foice entre grupos políticos que, a meu ver, deixa claro o que realmente é prioridade ao chamado estamento político do país. O que interessa para boa parte desse estamento político é uma única coisa: dinheiro”, disse.