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Cotado no governo

Da Redação

| Edição de 13 de novembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles (foto) defendeu o ajuste fiscal como prioridade para o país, com a criação de uma regulação para limitar gastos públicos do governo federal, mas evitou comentar rumores sobre a indicação de seu nome para substituir o ministro Joaquim Levy, na Fazenda.

Imagem ilustrativa da imagem Cotado no governo

"Seria deselegância de minha parte ficar comentando rumores sobre ocupar um cargo que hoje está ocupado por um profissional sério, que é amigo nosso", disse Meirelles, em evento que reuniu Armínio Fraga e Gustavo Franco, outros dois ex-comandantes do Banco Central. "Não só sobre comentar essa hipótese como comentar sobre o que faria se eu estive lá".

MP NEGA SUPOSTA PERSEGUIÇÃO AO PT

A ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) rebateu ontem a cartilha divulgada pelo PT e classificou de "argumento delirante" a tese de que a atuação do Ministério Público (MP) na Lava Jato tem o objetivo de perseguir o partido. A entidade sustenta que não tem "qualquer fundamento" a acusação de que "o MPF e também a Justiça desrespeitam princípios intrínsecos às carreiras e às instituições das magistraturas, quais sejam a imparcialidade e a impessoalidade". Na cartilha, o PT ataca o juiz Sérgio Moro e o ministro do STF, Gilmar Mendes.

CELSO RUSSOMANO É SÓCIO DE DELATOR

Líder nas pesquisas para a disputa à Prefeitura de São Paulo, o deputado federal, Celso Russomanno (PRB-SP), é sócio de um empresário que confessou ter repassado R$ 60 milhões em propina ao ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e ao PT no âmbito da Operação Lava Jato. O nome do empresário é Augusto Mendonça Neto, o primeiro executivo a firmar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e a Justiça na força-tarefa que investiga um esquema de corrupção na Petrobras. Mendonça Neto é um dos poucos empresários investigados pela Lava Jato que ainda está solto.

NÃO HÁ GOVERNO NO BRASIL, DIZ MINISTRO

O ministro do STF Marco Aurélio Mello (foto) criticou, ontem, a crise política por que passa o Brasil e afirmou que ela tem origem na falta de harmonia entre os poderes, principalmente o Executivo e o Legislativo. "Precisamos reconhecer, com desassombro, que hoje não há governo no Brasil", declarou.

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"Não se consegue tocar medidas econômica e financeiras indispensáveis à suplantação da crise mais séria, que é econômica e financeira. Precisamos deixar os interesses políticos paroquiais em segundo plano", afirmou o ministro. Mello fez a declaração no Insper, em São Paulo, durante uma palestra que concedeu sobre liberdade de expressão

DILMA E CUNHA SÃO ALVO DE PASSEATA

Diante de um cordão de isolamento formado por policiais legislativos e militares, a passeata de integrantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) passou pela Congresso Nacional de forma pacífica no início da tarde de ontem. Os manifestantes seguravam faixas e gritavam palavras de ordem em defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff e contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ajuste fiscal e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

JOAQUIM BARBOSA ATACA POLÍTICOS

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, disse ontem que uma das razões para a crise política e econômica por que passa o país é provocada pela desmoralização das instituições partidárias e pelos interesses financeiros de “boa parte dos políticos”. “Nós assistimos, nos últimos tempos, de maneira quase que cotidiana, a uma guerra de foice entre grupos políticos que, a meu ver, deixa claro o que realmente é prioridade ao chamado estamento político do país. O que interessa para boa parte desse estamento político é uma única coisa: dinheiro”, disse.