A vereadora Aurita Bertoli (PT) tentou de todas as formas convencer o prefeito Beto Preto a seguir na legenda em Apucarana. Até ontem à tarde, ela se manifestava confiante em relação à permanência dele. O pedido de desfiliação, entregue por um assessor, no entanto, representou um balde de água fria. O grupo de Aurita no PT, o Democracia Socialista, chegou a enviar uma carta a Beto Preto para pedir que ele tentasse a reeleição pela sigla. Foi em vão. Aurita comentou ontem que Beto Preto se transformou numa das principais lideranças do Paraná. “No nosso entendimento, ele (Beto Preto) não precisava deixar o PT. Pesquisas internas mostram isso. A população de Apucarana reconhece o seu trabalho, independente do que vem ocorrendo em âmbito nacional”, disse Aurita antes da entrega do pedido de desfiliação, no Diretório Municipal. Após a confirmação da saída, ela preferiu não se manifestar. A expressão era de desolação.
DECISÃO DIFÍCIL
A decisão do prefeito Beto Preto de deixar o PT ocorreu após dias de intensas conversas e negociações nos bastidores. Na quarta-feira, o apucaranense conversou com Gleisi Hoffmann e outros dirigentes petistas em Brasília. Ontem, ele se reuniu com lideranças do PSD e também de outros partidos em Curitiba. No final da tarde, decidiu bater o martelo.
SOB PRESSÃO
A pressão era grande. Beto Preto não esconde sua gratidão pelo PT, especialmente pela senadora Gleisi Hoffmann e seu assessor Arilson Chiorato. Ao longo do mandato, o prefeito de Apucarana sempre foi atendido e privilegiado em verbas federais. Por outro lado, lideranças locais e sua equipe entendiam que era hora de sair, diante do conturbado quadro político nacional e o desgaste do PT. Foram dias difíceis.
ALÍVIO NA EQUIPE
Após o anúncio de desfiliação de Beto Preto do PT, muitos assessores não escondiam o alívio com a decisão. A maior parte da sua equipe defendia a tese de saída do partido. A impressão entre eles era de que a permanência no PT poderia comprometer a reeleição, embora pesquisas internas mostrem índices altos de aprovação.
CARTA ABERTA
Beto Preto deve chegar ainda hoje ou, no mais tardar, amanhã a Apucarana, depois de definir o seu futuro político. O rumo mais provável é o PSD, embora outros partidos também queiram contar com o apucaranense. O prefeito deve divulgar uma carta aberta à população explicando os motivos que o levaram a deixar o PT e seguir novos rumos políticos.
FAVOR DO IMPEACHMENT I
Paraná Pesquisas divulgou ontem levantamento sobre a opinião dos paranaenses sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Segundo a sondagem, 74,4% dos eleitores do Estado são favoráveis ao afastamento da petista. Apenas 19,1% dos entrevistados são contra a sua cassação. Foram ouvidos 2.521 entrevistados, entre os dias 19 e 23 de março.
ALIMENTOS VENCIDOS I
Os estabelecimentos comerciais podem ser obrigados a afixar selo indicativo alertando os consumidores para o prazo de trinta dias de vencimento de produtos alimentícios. A normativa está prevista no projeto de lei nº 102/2016, protocolado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) pelo deputado Nereu Moura, líder da bancada do PMDB.
ALIMENTOS VENCIDOS II
Os selos com os dizeres “Atenção, produto próximo à data de validade”, terão que ser dispostos em prateleiras, balcões, gôndolas, cestos ou similares, com alimentos com validade igual ou inferior a trinta dias. “Muitos consumidores têm dificuldade em ler os rótulos de letras pequenas na hora de fazer a compra, o que pode acarretar problemas sérios para a saúde, devido ao consumo de produtos vencidos”, afirma o deputado.
GLEISI E PAULO BERNARDO I
A Polícia Federal pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) o indiciamento da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e do ex-ministro Paulo Bernardo, seu marido, por suspeita de terem recebido R$ 1 milhão no esquema de corrupção da Petrobras.
GLEISI E PAULO BERNARDO I
A PF se baseia, entre outros pontos da investigação, nas informações prestadas por Antonio Carlos Fioravante Pieruccini, investigado pela Operação Lava Jato e que firmou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Ele contou em depoimentos que fez quatro entregas de dinheiro a Ernesto Kougler Rodrigues, empresário ligado ao PT do Paraná, Estado de Gleisi e Bernardo.