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Doações privadas

Da Redação

| Edição de 10 de dezembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Com o fim das doações de empresas para campanhas eleitorais, ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) demonstraram ontem preocupação com eventuais "alternativas" que os políticos podem encontrar para dar fôlego a suas candidaturas nas eleições municipais de 2016 e cobraram uma atuação forte do Ministério Público Eleitoral para coibir irregularidades. O presidente do TSE, Dias Toffoli (foto), afirmou que em todo mundo há temor de que dinheiro de organizações criminosas e narcotráfico abasteçam candidaturas.

Imagem ilustrativa da imagem Doações privadas

"Nas eleições de 2016 é importante que o MP esteja preparado para acompanhar de perto essa questão [financiamento]. Em toda América Latina e no mundo ocidental uma das maiores preocupações está sendo o dinheiro de organizações criminosas e narcotráfico nas eleições", disse Toffoli.

SERRA E KATIA ABREU SE ESTRANHAM

Protagonista da cena que acabou dominando os comentários sobre um jantar oferecido pelo senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) na quarta-feira (9) a colegas de plenário e de partido, o senador José Serra (PSDB-SP) tentou minimizar a discussão que teve com a ministra Katia Abreu (Agricultura) durante o evento. Acusado pela ministra de ter sido "infeliz, desrespeitoso, arrogante e machista" ao chamá-la de "namoradeira", Serra alega ter feito uma "brincadeira com intenção de elogio". "Todas as mulheres conhecem bem o eufemismo da expressão 'namoradeira'', reagiu Katia.

DILMA EXONERA DIRETOR LIGADO A CUNHA

Em retaliação ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a presidente Dilma Rousseff exonerou ontem o vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Cleto. O aliado de Cunha era responsável pelas loterias federais e por fundos como o FGTS. A exoneração ocorre 15 dias após a deflagração do processo de impeachment por Cunha. Há apenas dois dias, Cleto havia sido reconduzido para representar a Caixa no comitê que avalia os investimentos do FI-FGTS (Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

ALCKMIN: ‘PT ERA O REI DO IMPEACHMENT’

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do PSDB (foto), manteve ontem o discurso em defesa de que o Congresso deve analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff e aproveitou para provocar o PT. Segundo o tucano, o partido não tem credenciais para reclamar do pedido de afastamento da petista protocolado pela oposição porque sempre recorreu ao mecanismo, que tem previsão Constitucional.

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"Impeachment não é golpe. Aliás, o PT era o rei do impeachment, entrou com pedido contra [os ex-presidentes Fernando] Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique [Cardoso]. Só não entrou contra o Lula porque era do PT. O impeachment é previsto na Constituição brasileira", afirmou.

PROTESTOS DEVEM SE ESPALHAR NO PAÍS

Movimentos sociais pró e contra a presidente Dilma Rousseff (PT) organizam manifestações para os próximos dias. O primeiro protesto, a favor do impeachment da presidente, ocorre neste domingo (13) em várias cidades do Brasil, incluindo Apucarana. Grupos a favor do governo Dilma promete manifestação para o dia 16 de dezembro também em várias cidades do Brasil. Entre as pautas do movimento estão a defesa da democracia, a saída do presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha (PMDB) e o fim dos ajustes fiscais.

MACRI ASSUME PRESIDÊNCIA ARGENTINA

O novo presidente da Argentina, Mauricio Macri, disse ontem que as prioridades de seu governo serão combate à pobreza, ao narcotráfico e unir a Argentina. "É um desafio, depois de anos de prepotência e enfrentamento inútil. Todos temos que crescer. Quem votou em nós quer três coisas: pobreza zero, derrotar o narcotráfico e união de todos. Vamos universalizar a proteção social para que nenhuma criança fique desprotegida", disse, ressaltando que adotará políticas para geração de emprego. Macri disse também que irá governar sem " o personalismo dos que atropelam as instituições por motivos pessoais".