COLUNAS

min de leitura - #

Futuro decidido?

Da Redação

| Edição de 25 de março de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Em discurso, terça-feira, em solenidade no auditório da Prefeitura de Apucarana,o prefeito Beto Preto sinalizou que já estaria decidido a trocar o PT pelo PSD, que tem hoje no Paraná o secretário de Desenvolvimento Urbano, deputado Ratinho Júnior, entre suas principais lideranças. Mas há quem diga que entre a sinalização do prefeito e a efetiva troca de partido há um longo caminho a ser percorrido, em que pese o curto espaço de tempo que o separa da data limite de 2 de abril. O alcaide apucaranense não vai deixar a sigla antes de ouvir lideranças petistas em Brasília, especialmente a senadora Gleisi Hoffmann, que é hoje quem encaminha todos os projetos da Prefeitura de Apucarana no Governo Federal. E se ela se opor a troca de partido, como Beto ficaria? É evidente que o prefeito não pode simplesmente virar as costas para a senadora e o próprio PT, mas por outro lado vale a pena carregar nos ombros o peso de uma sigla partidária devastada pelas denúncias de corrupção e pela grave crise econômica que hoje assola o país de norte a sul? A mudança de partido não vai separar os ideais que unem Beto e Gleisi, da mesma forma como não põe uma pá de cal no que a senadora tem feito pela cidade - e, com certeza, continuará fazendo, independente de partido-, porque acima de tudo deve prevalecer o interesse maior: Apucarana.

DÚVIDA NO AR I

Os pré-candidatos a vereador em Apucarana vivem hoje um dilema: afinal, quantas cadeiras vão estar em disputa nas eleições de outubro, onze, quinze ou dezenove? Hoje, pela liminar deferida pela Justiça ao Ministério Público, são onze cadeiras. Pela última lei aprovada pela Câmara, em 2015, seriam 15. Já por outra lei, aprovada em 2013, o número de vereadores seria 19.

DÚVIDA NO AR II

Para alguns juristas consultados pela Tribuna, o único número que estaria totalmente descartado é o de 15, por ter sido aprovado numa mesma sessão legislativa em que foi derrotado um outro projeto de iniciativa popular, estabelecendo em onze o número de cadeiras, o que é vedado pela Constituição Federal e pela própria Lei Orgânica do Município.

DÚVIDA NO AR III

E o de 19, aprovado em 2013, teria validade se o de 15 é considerado ilegal? A assessoria jurídica da Câmara de Apucarana garante que sim, alegando que em sua tramitação houve um erro formal e não material, o que não o inviabilizaria do ponto de vista jurídico. O MP entende que não e a Justiça, a priori, idem. O tempo urge e pelo visto vai mesmo prevalecer 11 cadeiras.

FUTURO DE TELMA

Com a provável saída do PMDB do ex-prefeito de Apucarana, Valter Pegorer, não seria surpresa se a vereadora Telma Reis, presidente do partido, ingressasse na coligação do prefeito Beto Preto visando facilitar a sua reeleição na Câmara nas eleições de outubro. Caso essa possibilidade se confirme, Telma voltaria a caminhar junto com o atual prefeito. Em 2004, ela se elegeu vereadora no grupo que tinha Beto Preto, então no PPS, candidato a prefeito.

PETRÔNIO NO PMDB

Confirmando a saída de Pegorer do PMDB e a composição de Telma Reis com o grupo do prefeito Beto Preto, o advogado Petrônio Cardoso poderia voltar ao PMDB. Hoje no PTN, Petrônio tem forte ligação com a família Requião. Ele, inclusive, coordenou na região a candidatura do hoje deputado estadual Requião Filho. Essas negociações estão em curso e devem ter seu desfecho nos próximos dias.

SÉRGIO NA TV

O ex-vereador Sérgio Onofre (PSC), de Arapongas, que comanda um programa de grande audiência na TV da cidade, trocou de canal. Ele deixou a TV Antares e está no ar agora na repetidora local da Rede Brasil, canal 18 na TV aberta e canal 25 na TV por assinatura Net. Sérgio, que esteve anteontem em Apucarana, acompanhando o secretário de Desenvolvimento Urbano, deputado Ratinho Júnior, e solenidade na Prefeitura, disse que a mudança de canal alavancou ainda mais sua audiência.

SUBSÍDIOS CONGELADOS I

A Câmara de Vereadores de Ivaiporã está elaborando um projeto de lei que congela os atuais subsídios para o exercício de 2017. A proposta foi apresentada pelo vereador Nando Dorta (PHS), presidente da Casa, e mantém os vencimentos dos vereadores em R$ 4,7 mil, do prefeito em R$ 12 mil e do vice-prefeito nos atuais R$ 5 mil .

SUBSÍDIOS CONGELADOS II

Segundo Dorta, os subsídios ficarão congelados diante da necessidade do Município em se adequar a atual crise financeira que passa o Brasil, além das quedas das fontes de receitas como FPM. “Com o congelamento, a próxima administração municipal vai conseguir uma economia de aproximadamente de R$ 90 mil no ano”, afirma.