O prefeito reeleito de Kaloré, Washington Luiz da Silva (PSDB), enalteceu ontem a gestão do prefeito de Apucarana, Beto Preto (PSD), à frente do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Ivaí e Região (Cisvir). Foi durante a assembleia de prestação de contas, definição de nova tabela de valores de serviços e eleição da nova diretoria. “Os números falam por si só: os avanços foram extraordinários”, frisou Washington. Em quatro anos, o Consórcio de Saúde do Vale do Ivaí saltou de 8 mil consultas para 13 mil consultas/mês. As contas com prestadores de serviço foram regularizadas e o Cisvir ganhou uma nova sede própria. A partir de agora os desafios serão a construção de um segundo bloco e a elaboração de concurso para contratar ao menos vinte funcionários, para atender a demanda de serviços.
Emendas Beto Preto, Aquiles Takeda e Sérgio Onofre pediram esforços de todos os colegas prefeitos visando a conquista de emendas parlamentares no orçamento da União. Segundo eles, é preciso garantir ao menos R$ 2 milhões dos deputados federais e senadores que atendem os 17 municípios do Cisvir, para viabilizar o segundo bloco.
Má fé Para dirigentes da Autarquia de Saúde, o advogado Aluisio Ferreira usou de má fé ao defender o ex-prefeito Valter Pegorer no julgamento de suas contas de 2001, na Câmara. Para eles, Ferreira distorceu os fatos ao dizer que Pegorer teria pago oito folhas de salários a mais e ainda dívidas referentes a atrasos de FGTS e INSS.
“Deselegante” Servidores da AMS disseram que, no ano de 2000, o ex-secretário de Saúde, Beto Preto, deixou dinheiro em caixa e todos os encargos sociais em dia. Também construiu as UBS do Ponta Grossa, Dom Romeu, Vila Nova, Afonso Camargo e bairro 28 de Janeiro e deixou recursos para a construção de mais três postos de saúde.
Aprovada As contas de 2001 da Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana também estiveram na ordem do dia da sessão de terça-feira. O plenário do Legislativo aprovou as contas seguindo parecer da Comissão de Finanças, que apontou apenas um erro técnico que já havia sido sanado pelo ex-gestor Leonardo di Colli.
Despedida O vereador José Eduardo Antoniassi (PSDB) aproveitou a última sessão ordinária do ano, anteontem à noite, para fazer sua despedida oficial da Câmara de Apucarana. Ele destacou sua forma de trabalho no Legislativo, segundo ele, sempre com ética nas suas decisões. Ele concorreu à reeleição, mas não conseguiu.
Meio Ambiente O médico veterinário José Luiz Porto deixou oficialmente, ontem, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Apucarana que vinha dirigindo interinamente junto com a Secretaria Municipal de Agricultura. Porto diz que já cumpriu com sua função naquela Pasta, que antes tinha como titular Ewerton Pires, que foi afastado do cargo.
Sem saber O prefeito eleito de Califórnia, Paulinho Moisés (PP), disse ontem que tentou mas não conseguiu ter um processo de transição de governo antes da posse do dia 1º de janeiro. “A gente até fez reuniões, mas só ela que fala e não informa nada”, afirma Paulinho, referindo-se à prefeita Ana Lúcia Mazeto Gomes (PSDB).
Agroindústria O prefeito eleito de São Pedro do Ivaí, José Donizete Isalberti (PTB), estabeleceu como uma das metas de seu programa de governo a geração de emprego e renda, especialmente com a instalação de agroindústrias e fortalecimento das empresas já existentes. Ele já está diplomado e pronto para assumir o cargo.
Privilégio Uma proposta que pretende acabar com o foro privilegiado de políticos e autoridades nas infrações penais comuns deve ter andamento no Congresso em 2017. A PEC já aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e do Senado Federal, abrange presidente da República, parlamentares, ministros do Supremo Tribunal Federal, governadores e prefeitos.
Processos Se a PEC do Foro Privilegiado avançar, após a apreciação em dois turnos no o Senado e na Câmara, as autoridades passam a responder a processos por crimes comuns na primeira instância da Justiça. Isso também ocorreria com os prefeitos. Atualmente esses gestores são submetidos a julgamento pelo Tribunal de Justiça (TJ).
Vapt Vupt
Um dos maiores problemas que prefeitos eleitos vão enfrentar são os precatórios trabalhistas.
Atuais prefeitos da região têm reclamado que a cada dia surgem novos precatórios para pagar.
Em alguns municípios, futuros prefeitos já tencionam rever valores de impostos municipais cobrados.
Para sobreviver à queda de recursos federais em 2017, gestores irão buscar receita própria.