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Lava Jato ‘fatiada’

Da Redação

| Edição de 10 de novembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes (foto) não acredita que o fatiamento do processo e das investigações da Operação Lava Jato venha a comprometer o resultado final do trabalho desenvolvido pelo Ministério Público do Paraná em conjunto com a Polícia Federal. Para o ministro, que se posicionou contrário ao desmembramento do processo de investigação de corrupção em obras da Petrobras, a iniciativa acarretará a necessidade de maior troca de informações.

Imagem ilustrativa da imagem Lava Jato ‘fatiada’

“Eu não acredito que haverá comprometimento na qualidade das investigações, mas certamente a decisão exigirá um compartilhamento maior de [de informações] entre os juízes de Curitiba, de São Paulo e do Rio de Janeiro [no caso da Eletronuclear]”, disse Gilmar Mendes.

MINISTRO É HOSTILIZADO EM RESTAURANTE

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias (PT), foi hostilizado por manifestantes anti-PT quando estava com amigos em um bar de Belo Horizonte no último domingo (8). Em vídeo que circulou na internet, ao menos três pessoas lhe dirigem gritos de "Fora PT" e "PT corrupto". "Sou empresário e estou mandando meus funcionários embora por causa de [sic] PT ladrão, desonesto", diz um dos presentes. Os manifestantes são inicialmente contestados pelo secretário-adjunto estadual de Educação de Minas, Carlão Pereira (PT), que acompanhava Ananias, e depois pelo próprio ministro.

DILMA PEDE PRIORIDADE EM AJUSTE FISCAL

Na reunião de coordenação política de ontem, com ministro e líderes do governo no Congresso Nacional, a presidente Dilma Rousseff pediu prioridade para aprovar as medidas de ajuste fiscal, segundo o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva. O ministro disse que é preciso que o Congresso coloque em primeiro plano os interesses do país para garantir a retomada do crescimento econômico. "As divergências partidárias são naturais da democracia, mas nesse momento é fundamental que o Congresso Nacional coloque em primeiro plano os interesses do país", disse

PMDB QUER SE DESCOLAR DO GOVERNO

Apesar de ter sido contemplado com sete ministérios na reforma ministerial promovida pela presidente Dilma Rousseff em outubro, o PMDB deflagrou nos últimos dias um movimento de descolamento da atual gestão. O partido, que tem como presidente nacional o vice-presidente Michel Temer, quer se diferenciar da petista na área econômica.

Imagem ilustrativa da imagem Lava Jato ‘fatiada’

Na estratégia definida pela cúpula peemedebista, o congresso do partido, no próximo dia 17, será o primeiro grande gesto público dessa movimentação. O PMDB não quer entrar nas eleições municipais do ano que vem com o carimbo de aliado preferencial do PT e sócio da crise econômica e política.

CUNHA VOLTA A NEGAR CONTAS NO EXTERIOR

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reafirmou ontem, em entrevista concedida à TV Globo, que não tem contas bancárias nem é proprietário, acionista ou cotista de empresas no exterior. Cunha admite, porém, ser "usufrutuário" de ativos mantidos na Suíça e não declarados à Receita Federal e ao Banco Central porque, segundo afirmou, são recursos que obteve no exterior, mantidos em contas das quais não é mais o titular. Ele responde a processo no Conselho de Ética, no qual é acusado de quebra de decoro parlamentar por ter supostamente mentido ao declarar à CPI da Petrobras que não tem contas fora do país.

‘ELES TÊM MEDO QUE EU VOLTE’, DIZ LULA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, em entrevista à rádio colombiana Caracol, que o "grande medo" dos seus adversários é ele se candidatar novamente à Presidência em 2018, quando se encerrará o atual mandato da presidente Dilma Rousseff. Lula cumprirá agenda na Colômbia nesta semana e, à rádio, também falou sobre a situação política do Brasil, e afirmou, sem citar um caso específico, que denúncias de corrupção são "apenas um ingrediente" para a crise política, assim como a "instabilidade política".