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Manobrando

Da Redação

| Edição de 25 de novembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do PMDB-RJ (foto), procuraram integrantes dos partidos de oposição na segunda-feira e ontem propondo a deflagração do processo de impeachment contra Dilma Rousseff em troca da preservação do mandato do peemedebista. A proposta saiu após uma reunião em São Paulo entre os deputados Paulo Pereira da Silva (SD-SP) e Rodrigo Maia (DEM-RJ), dois dos principais aliados de Cunha.

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Segundo relatos, a oposição daria os votos suficientes para que o Conselho de Ética da Câmara arquive sumariamente o pedido de cassação de Cunha -decisão que será tomada na semana que vem. O presidente da Câmara, então, autorizaria a deflagração do processo de impeachment contra Dilma e, na sequência, renunciaria à presidência da Casa, preservando o mandato.

OPOSIÇÃO ACIONA CUNHA NA PROCURADORIA

Os principais partidos de oposição ao governo, além de alguns independentes, anunciaram ontem que vão apresentar de forma conjunta à Procuradoria-Geral da República uma representação listando ações que mostrariam que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), usa o cargo para tentar se livrar das acusações de envolvimento no escândalo da Petrobras. A representação é assinada pelas bancadas de deputados do PSDB, DEM, PPS, Rede e PSOL. O objetivo do grupo é municiar Janot de argumentos para pedir ao Supremo Tribunal Federal o afastamento de Cunha do cargo.

DENÚNCIAS SÃO GRAVÍSSIMAS, DIZ RELATOR

O relator do processo de cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deputado Fausto Pinato (PRB-SP), posicionou-se ontem pelo prosseguimento da investigação contra o presidente da Câmara no Conselho de Ética da Casa. Em relatório preliminar, o relator ressaltou que as denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República contra o peemedebista são "gravíssimas" e "merecedoras de uma análise detida por parte do colegiado parlamentar". Segundo ele, as acusações têm potencial de "macular a dignidade e a honra do Poder Legislativo, como instituição política".

PAÍS ESTÁ “PERPLEXO”, DIZ LEWANDOWSKI

No discurso de abertura de um evento com toda a cúpula do Judiciário nacional, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, avaliou ontem que o país vive um momento de "incertezas e perplexidades". Ele disse ainda que o cenário requer uma união de esforços para "fazermos uma prova viva de que os juízes brasileiros estão à altura dos esforços que o povo exige das instituições".

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Lewandowski falou na abertura do Encontro Nacional do Poder Judiciário em Brasília. Antes de seu discurso público, ele permaneceu em uma sala privativa ao lado de outros convidados para o ato, entre eles o ministro da Justiça, o petista José Eduardo Cardozo.

LAVA JATO VAI INVESTIGAR JOGOS OLÍMPICOS

Os integrantes da Operação Lava Jato pretendem investigar contratos de obras relacionadas aos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, que chegam a cerca de R$ 40 bilhões, afirmou um delegado da Polícia Federal que está à frente das operações. A PF acredita que algumas das empreiteiras sob investigação por fazerem parte de um esquema de corrupção em obras da Petrobras “muito provavelmente” cometeram irregularidades como acerto de preços e pagamento de propina para obter contratos de construções olímpicas, segundo o delegado Igor Romário de Paula.

SENADO APROVA MARCO DA CIÊNCIA

As comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado aprovaram ontem o projeto conhecido como Marco Regulatório de Ciência e Tecnologia. A proposta, que segue para votação do plenário da Casa em regime de urgência, promove uma série de ações para o incentivo à pesquisa, à inovação e ao desenvolvimento científico e tecnológico. Entre outros pontos, o texto regulamenta parcerias de longo prazo entre os setores público e privado e dá tratamento aduaneiro prioritário e simplificado para equipamentos, produtos e insumos a serem usados em pesquisa.