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Muito além dos tabloides – o agir longe das redes

Da Redação

| Edição de 02 de junho de 2022 | Atualizado em 02 de junho de 2022

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Nos deparamos todos os dias com notícias diversas nos jornais, redes sociais e até mesmo de boca em boca e, muitas dessas notícias estão relacionadas a impulsividade emocional, como por exemplo tivemos recentemente o caso dos atores Jonny Depp e Amber Heard no tribunal de Virgínia, Estados Unidos. Um dos pontos cruciais de suas vidas foi que Heard difamou seu ex-marido em um artigo do Washington Post de 2018 no qual ela escreveu sobre ser “uma figura pública que representa o abuso doméstico”.

A psicóloga clínica Laurel Anderson, ex-conselheira matrimonial de Heard e Depp observou que além da impulsividade emocional para tal declaração de Amber, houve impulsividade de ambos ao longo de todo o processo judicial em questão. Não farei aqui qualquer análise de mérito do caso, pois não é nosso foco, destacando apenas a impulsividade. 

Esse é mais um caso de tantos outros que podemos relatar na história dos tabloides internacionais, mas também mais próximos de nós, com vizinhos, amigos e familiares, até mesmo em nossas casas. Vivemos no nosso cotidiano casos simples como quando falamos algo “sem pensar” e logo nos arrependemos assim, muitas vezes, sentindo uma forte vontade de voltar no tempo.

As primeiras leis e proclamações sobre ética podem ser interpretadas como tentativas de conter e controlar as emoções impulsivas dos homens como Daniel Goleman relata em “Inteligência Emocional”, o Código de Hamurabi, os Dez Mandamentos dos Hebreus, os Éditos do Imperador Ashoka, entre outros. Apesar dessa “pressão” ou “tentativa” social, é da natureza humana os circuitos neurais do cérebro das emoções.

Podemos dizer que essas reações biológicas para agir impulsivamente são ainda modeladas pela nossa cultura e até nossas experiências, como por exemplo quando você conquista algo tão sonhado provoca euforia, alegria, aquela sensação de vitória. Mas a maneira como demostramos nossa conquista, como exibimos ou até contemos as emoções no momento, é que são variáveis.

Nossas ações e decisões são baseadas, segundo Napoleon Hill em “Atitude Mental Positiva”, em hábitos de pensamento, intuições, experiências e outras influências como tenências e ambiente. Como anda seus pensamentos? Como anda suas experiências emocionais? Como anda o ambiente em que você vive? As respostas para essas perguntas com toda certeza te auxiliaram a entender suas impulsividades emocionais quando expostas.

A nossa conversa de hoje, surgiu através da análise de um desenho infantil em que meus filhos estavam assistindo e esse estava carregado de uma sabedoria incrível a ser considerada e divulgada. Ao longo do episódio dizia as seguintes palavras: “Pare, Pense e Ação”. Desejo a todos vocês mais experiências, pensamentos, ambientes e influências enriquecedoras para a sua evolução emocional.