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Pelo afastamento

Da Redação

| Edição de 20 de novembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello (foto) defendeu ontem o afastamento espontâneo do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é alvo de processo de cassação no Conselho de Ética da Casa e investigado no tribunal por suspeita de participação no esquema de corrupção na Petrobras. Para o ministro, a saída de Cunha representaria um gesto de grandeza e melhoria o cenário de crise que o país enfrenta.

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"Nós precisaríamos aí de uma grandeza maior para no contexto haver o afastamento espontâneo. Quem sabe até a renúncia ao próprio mandato", disse o ministro. "[A saída] Melhoraria, sem dúvida alguma, porque teríamos a eleição de um novo presidente para a Câmara”, d isse.

RELATOR VOTA PARA LIBERTAR PUBLICITÁRIO

Um dos relatores da Lava Jato no STJ (Superior Tribunal de Justiça), o ministro Ribeiro Dantas votou ontem para tirar da prisão o publicitário Ricardo Hoffman, preso há sete meses e condenado a 12 anos e dez meses de prisão em regime fechado. O julgamento, no entanto, foi suspenso com o pedido de vista do ministro Felix Fischer para ter mais tempo para analisar o caso. A defesa do publicitário pede que a prisão seja substituída por medidas cautelares. Não há data para retomada do caso. Vice-presidente da agência Borghi Lowe, ele teria repassado propina milionária ao ex-deputado federal André Vargas.

ALCKMIN AFIRMA QUE MANTERIA VETOS

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou ontem que teria votado a favor da manutenção do veto ao aumento de salários dos servidores do Judiciário e da aposentadoria da Previdência. "Pessoalmente, não teria votado favoravelmente [ao aumento dos salários] porque nós passamos por um período de grande dificuldade e crise. Precisamos, nesse momento, salvar empregos e criar novos empregos, além de direcionar o máximo [de recursos] para investimento", disse governador durante a divulgação de um plano de concessões de rodovias.

POBREZA ATINGE MAIS OS NEGROS, DIZ DILMA

A presidente Dilma Rousseff (foto) reconheceu ontem que o país ainda deve avançar na igualdade de oportunidades entre brancos e negros e defendeu a ampliação do atual sistema de cotas nas universidades federais e no setor público.

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Em discurso em comemoração ao Dia da Consciência Negra, a petista afirmou que a pobreza no país sempre teve como cor predominante a negra e que a garantia de direitos iguais para as diferentes etnias será uma diretriz de seu segundo mandato. "Tanto as cotas nas universidades como para os servidores públicos fazem parte de um processo que não pode parar”, afirmou.

DELATOR FALA EM PROPINA ‘SISTEMATIZADA’

O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, delator da Operação Lava Jato, que também foi diretor da empresa Sete Brasil, afirmou à CPI dos Fundos de Pensão ontem que continuou responsável por cuidar do recebimento de propina mesmo após ter deixado a empresa, em agosto de 2012. Barusco repetiu à CPI acusações que fez em sua delação sobre o pagamento "sistematizado" de propina em determinados contratos da Petrobras e disse que essa lógica se repetiu automaticamente na Sete Brasil, empresa criada a partir da Petrobras para investir na construção de sondas para explorar o pré-sal.

GOVERNADOR DO DF CRITICA MANIFESTANTES

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, pediu ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ontem a retirada dos manifestantes que estão acampados há mais de um mês no gramado em frente ao Congresso Nacional. Mas uma decisão definitiva depende ainda de um aval do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que autorizou os acampamentos. Rollemberg informou a Renan sobre a sua preocupação de que algo grave aconteça entre os diversos grupos instalados que pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff e de um novo grupo ligado ao PT.